Iniciar

Para iniciar esta Página, faça um clic na foto.
Navegue....e mergulhe, está num rio de águas límpidas!

sábado, 19 de agosto de 2017

ESTAÇÕES FLORIDAS


 Esta foto, sacada do baú das memórias, não vem à estampa pelo figurante e ciclista de fim de semana.
 Vem, porque me fez mergulhar nas águas do Tempo e voltar aos anos sessenta, em que a Vila de Vouzela, o coração do meio de Lafões, era servida pela Linha do Vouga e por aqueles comboios fumegantes, cujos silvos se ouviam desde as Termas e de Oliveira de Frades.
 Naqueles anos, era Chefe da Estação o saudoso João Henriques Cardoso que tinha especial empenho em manter vivo o Jardim da CP. Recordo que aquele foi mesmo um dos vencedores dum Concurso a nível nacional denominado "Estações Floridas".
 É o que se vê, para lá da "ginga", mesmo que, por aqueles anos as paletas fotográficas não registassem as côres da Benetton que o "Jardim do Chefe" ostentava.
  Saudades, do jardim dos comboios, do Chefe, da idade e, sobretudo, daquela Vila afável e Doce, que me acolheu durante alguns anos!

ROUPA VELHA

 Estas folhas secas têm mãe caduca. A progenitora já mudou de visual há meses e até já veste um fato verde, de corpo inteiro, que, cá para nós, lhe realça as curvas dos ramos A roupa velha que largou é que continua a atapetar os passeios das ruas deste Bairro gerido por socialistas.
 Já por cá passaram Juntas do PSD e comunistas. Nenhuma delas deixava roupa velha das árvores por mais de 2/3 dias, nas bermas e passeios.
 Esta tem meses e assim vai continuar até, como sempre, um mês antes das eleições autárquicas. Para foto linda (e limpa) no Newsletter da Câmara, também ela socialista, e o habitual disfarçado apelo ao voto.
E, como dizia moda popular, "a mim não me enganas tu"....mesmo que este tacho rosa tenha o arroz cozido!






























DANTESCO



Dantesco. Só quem, como aquelas pessoas em pânico, com a simbólica intenção de apagarem um monstro daqueles com um simples ramo, vive aqueles momentos, poderá avaliar a aflição e o desespero que os perpassa . Que A Mãe Natureza se tranquilize, que ninguém merece, muito menos quem menos culpas tem do estado a que este País chegou!

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

PENSAR À SEXTA


LUTO

Luto, por todas as vítimas do terrorismo, enquanto a Europa continua de cócoras e a "importar"
potenciais algozes, sem fazer uso de um filtro adequado. De braços caídos, em nome dum "Humanismo" que vai ceifando vidas.... Mas, em especial, de forma simbólica, pela vítima nossa concidadã!...

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O CARVALHO ASSASSINO

Tenho que me curvar, antes de tudo, perante as vítimas e familiares, da queda daquele CARVALHO da Madeira. Não sei se será um pouco sórdido dizê-lo, mas já deixei de jogar ao "politicamente correcto": qual foi o Grupo Terrorista Organizado que derrubou aquela árvore, que, já em Março, ameaçou tombar e estava presa por um cabo de aço?Provavelmente,outros que, não ateando fogos, vão permitindo que neste País, reine a negligência, o deixa-andar, a incompetência agregada a tudo que não dê votos.A continuarem a suceder-se calamidades a este ritmo e com os contornos das tragédias que nos assolam, não tarda que não vivamos num Estado de Direito e com segurança, ao invés duma Democracia, uma "Bandalhocracia" em que só o poder pelo poder vai interessando!Neste caso particular da Madeira, como noutros, os Tribunais que procurem e punam os culpados.Que os há, como têm havido nos estranhos fenómenos que têm eclodido nesta Pátria de Fado triste!

domingo, 13 de agosto de 2017

CANTOR DE DOMINGO

NEM COMENTO

O tempo é precioso e na capa do SOL, de ontem,  está lá tudo!






OS MOSTRENGOS

 Séculos depois das Descobertas, eis que alguma CS, ou alguém que a mandatou, descobriu que há grupos terroristas organizados a deitar fogo às nossas florestas, esse flagelo a que assistimos desde há vinte, trinta anos, e que se vai agravando, na exacta medida que o território aquece e não se cuida do Interior e as florestas são desprezadas.
 Pois bem: todos sabemos que as ignições são provocadas por negligência, umas, por malvadez, outras, e, por fenómenos naturais, outras ainda!
 Não enjeitando que, ao longo dos anos, hajam interesses comerciais com mão incendiária,  pirómanos e outros loucos que vão proliferando numa Sociedade cada vez mais alienada, desconfio que alguém, servindo-se do diapasão mediático, nos venha, agora, com a descoberta dum Adamastor, dum Mostrengo, que passa a arcar com com o odioso de toda a tragédia que assola o nosso País.
 Temos uma Polícia Judiciária que sabe investigar. Temos Serviços Secretos, temos Tribunais, há indivíduos presos e não deixava de ser detectada qualquer "organização" ou associação de malfeitores que se dedicassem à tarefa da terra queimada.
 Quando o ouvir dessas entidades, acreditarei. Por enquanto, a minha opinião é de que, para lá dos "bodes expiatórios" já publicitados e de outros que se vão esboçando, sempre que altos responsáveis deste País, abrem a ilustre goela, é mais um estandarte pirata agitado, para desviar o odioso das calamidades e da impotência em lhes responder, para um novo Mostrengo, que lhes saiu da cartola.
 Por mim, vou continuar a acreditar que há negligência, há pirómanos, há malvadez individual, um ou outro caso de interesse comercial, mas, sobretudo, como o IPMA vem alertando, das condições atmosféricas propícias a essas ocorrências, para lá, o que se vem agravando de ano para ano, da desertificação galopante do Interior, do abandono das terras, onde escasseia gente para o cultivo e para cuidar das florestas.
 Desde há vinte, trinta anos, que estes fenómenos vêm em crescendo e em crescendo continuarão se, quem tem por obrigação, cuidar da segurança do País, a todos os níveis, se perder mais em palavreado inócuo, ao invés de tomar medidas conducentes a que se reanime a vida no Interior do País e os dispositivos necessários para um reordenamento das florestas.
 Já!  Antes que a fria borracha do Inverno, apague e faça esquecer tudo o que, para lá do benéfico turismo e das praias, de mau os verões nos vão trazendo.
Não se invente um novo Mostrengo. Já bastam os que andam por cá!

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

REFUGIADOS/RETORNADOS

 Não faltaram manifestações de apoio, ajudas, voluntariado, que até os foi recolher á Grécia, quando se colocou o drama dos Refugiados da Síria e zonas de conflito no Norte de África e Médio Oriente. Foi mais uma prova  da solidariedade típica dos portugueses.
O que me espanta é saber que estão a retornar a Portugal, sobretudo á Madeira, milhares de cidadãos, em fuga do perigoso ambiente social e político que se vive na Venezuela, ao que li, muitos deles sem condições de sobrevivência e o que se vê e ouve? À CS pouco ou nada e quanto à solidariedade, tão extremada com os primeiros, que eu saiba, moita carrasco!
E, fico para aqui a pensar que a nossa Sociedade lusa tem vistas largas. Só vê o Horizonte longínquo e lhe fica fora do ângulo de visão o que se vai passando com os que lhe estão mais próximos.
A não ser que haja uma preocupante dicotomia , que eu não quero qualificar, entre "Refugiados" e "Retornados", que, é da natureza humana, há complexos que se perpetuam por séculos!

É FOGO QUE ARDE...

... VÊ-SE E DÓI!
Ninguém pergunta á Ministra, ao Primeiro Ministro, ao Presidente da República, para quando os Governos (e, insisto, os governos) deixam de mudar os dirigentes operacionais da Protecção Civil, para nomearem dos seus boys, sempre que ganham estofos nas cadeiras de S. Bento?!
Para quando estabelecer uma carreira e um quadro profissional, depois de admissão e cursos, de forma a que não se deixe de se beneficiar da experiência desses homens, ao invés de "checas" escolhidos em funç
ão do cartão partidário, ou outras estranhas simpatias, muitos deles, naturalmente, sem qualquer preparação para enfrentarem calamidades públicas, uns por inexperiência, outros por incompetência ou inaptidão pessoal?
Não é exclusivo deste Executivo, mas a senhora Ministra, tão lesta a disparar em todas as direcções, sobretudo no Siresp, que até foi contratado pelo seu grande Chefe, também não se coibiu de, um ou dois meses antes do início dos fogos, substituir dirigentes da Protecção Civil, mesmo a nível Distrital. Talvez, os mesmos que, agora, no passa culpas, insinua terem falhado e poderem vir a ser responsabilizados.
Tanto se fala em nomeações por Concurso e por Mérito e continuam nesta senda antiga de imitar os pastores, que só metem no pasto gado do seu curral!
E, já agora, não foi o Senhor Presidente da República que, há sensivelmente um ano dizia da necessidade de se começar a "pensar a sério" em tratar o ordenamento do território logo no final de Agosto. Não lhe ficava mal indagar do Governo quais os passos concretos, palpáveis, que foram dados desde esse fim de Agosto até ao início dos fogos deste ano, nessa área?!. Que, depois das tragédias deste ano, já anda tudo por aí numa "fona" a produzir legislação.....daquela que fica muito bem no papel e, muitas vezes, se esquece no fundo das gavetas de quem a devia efectivar ou fazer cumprir.
A continuarmos assim, agora, para o ano, no outro e nos que mais virão, neste País já com tão pouco para arder, só não arde o Tejo, porque leva água e há que preservar o Terreiro do Paço, que lhe fica na margem!|

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

ATRACÇÃO TURÍSTICA


AUTOEUROPA E A PROVA DE VIDA VERMELHA

Sabendo nós da paz social que tem sido, durante largos anos, ponto forte da Autoeuropa que, já em 2012, tinha 3600 empregados e em que o ordenado médio já seria, por esse tempo, de 1350 €, e dava trabalho indirecto, através de empresas fornecedoras, a outras centenas, não deixa de espantar que a Comissão de Trabalhadores, apontada como um exemplo, pelas negociações que empreendia com a Administração, se haja agora demitido por força da discordância dos sindicatos do sector, quanto à solução encontrada para a compensação remuneratória por serviço aos Sábados.
Não me venham com com a cassete da defesa dos direitos dos trabalhadores, que é público que se há Grupo empresarial que não tem regateado esses direitos é a Autoeuropa. 
Queria estar enganado e a fazer castelos no ar, mas esta demissão da Comissão de Trabalhadores e a ascensão do protagonismo dos sindicatos, não irá resultar em nada de positivo, para ambas as partes.
As décadas de sindicalismo vermelho, mais do que pelos reais interesses dos trabalhadores, ao serviço dum partido que os controla, leva-me a pensar que O PCP, na redoma duma geringonça que o vai esvaziando junto das suas bases tradicionais, vai iniciar um esforço duma ultrapassagem dessa mesma geringonça e, como lhe é típico, começar a acção por atacar as praças fortes da economia deste País.
E, a Autoeuropa é uma delas!
Que não seja mais uma Opel da Azambuja!
Oxalá, seja apenas um avanço e um recuo estratégico, para prova de vida e para kamarada ver!

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

LEMBRETE DE VERÃO

Simples, mas que tem lógica e pode ajudar em situações que ocorram neste período de Verão e Praias:
Sempre que perdermos as nossas crianças de vista, há um princípio a ter em conta, na sua busca, que é o dos jovens terem por hábito caminharem de costas voltadas para o sol, sobretudo se ele está forte, o que é normal, em ambiente de praias!

MARISCADA DE HUMOR


terça-feira, 1 de agosto de 2017

BEM-VINDO, AGOSTO


O APOIO DO PCP A MADURO

Sendo típico de todas as ditaduras do proclamado socialismo, também na Venezuela Maduro se apoia no aparelho de Estado, Exército e Funcionários públicos, para lá duma massa de subsídio dependentes, a quem vencimentos exorbitantes e aumentos regulares, exaurem, em exclusivo, quase toda a fatia do pecúlio do Estado, enquanto a esmagadora maioria da população vive na miséria, morre de fome e por falta de assistência médica.
Esta realidade isenta qualquer laivo de surpresa pelo apoio que os comunistas  desta terra da geringonça, e outra fauna política similar, apoiem e proclamem de viva voz o seu regozijo pelos avanços de Maduro.
O que, já é incoerente e roça as margens duma hipocrisia miserável, é lembrarmo-nos de quanto chorosas foram os queixumes, em filmes, em livros, nas televisões, por parte de militantes do Comunismo português e das suas bandeiras de vítimas do salazarismo. De como, ainda hoje, enumeram as grilhetas que lhes coartaram a liberdade, o Pensamento e a livre Expressão, quando sabemos que dão força anímica a torturas, mortes, caciquismo vermelho, prisões arbitrárias e Lei da Rolha à Comunicação Social.

Mostram a sua verdadeira face, como se a injustiça que serve de véu a Ditaduras de Direita, fosse o salmo dos justos, quando é o manto vermelho das Ditaduras de Esquerda.
Resta-me pensar, se esses saudosistas do regime soviético, cujas pedras do Muro procuram reerguer, no mínimo não se interrogam para que Rua António Maria Cardoso ou Prisão de Caxias ou Peniche, terão sido levados os líderes da Oposição da Venezuela!
A Hipocrisia pode ser uma Arte, mas, desses artistas não gosto de ver na minha galeria!

domingo, 30 de julho de 2017

FIGUEIREDO DAS DONAS

E A MEMÓRIA DE DEDICAÇÃO E VIDAS FERROVIÁRIAS
Reportagem de CARLOS RODRIGUES, in "NOTÍCIAS DE VOUZELA"
No Centenário do Comboio em Vouzela - Os órfãos dos comboios
Linha do Vale do Vouga e os órfãos dos comboios - REPORTAGEM São os comboios filhos de um progresso que foi corrido à pedrada. Por ocasião da inauguração da linha do caminho de ferro, que iria ligar Lisboa ao Carregado (1856), a população, avessa a mudanças e cheia de medo dos efeitos das máquinas a vapor, premeia com palmas, talvez, a passagem do primeiro comboio, mas não deixa de lhe atirar uma pedras de raiva e revolta. Escusado será dizer-se que vivíamos uma época histórica em que a carruagem da mala-posta, no percurso entre Lisboa e Coimbra, no ano de 1798, demorava cerca de 40 horas, e que as estradas de maior importância vinham, sem apelo, nem agravo, das realizações romanas de há 1800 anos. Nesta Reportagem e neste fim de mês de Julho, o que nos move é o extinto comboio do Vale do Vouga e o que ele representou para as nossas comunidades e para o desenvolvimento de uma vasta região, que ia de Aveiro e de Espinho a Viseu, cidade que se habituou a “mandar” os seus habitantes para aquela cidade (Espinho), precisamente pela influência directa deste meio de transporte. Sernada sentiu nas suas entranhas a força criativa do saudoso Vale do Vouga, devido às oficinas ali existentes e ao entreposto que constituía. Hoje, é quase um cemitério com algumas memórias vivas. Alguns quilómetros além, temos o Museu de Macinhata do Vouga, valha-nos isso, onde este nosso passado está bem retratado e recordado. Mas, aqui entre nós, em Figueiredo das Donas, o comboio do Vale do Vouga e as automotoras deixaram marcas de muitos ordenados ganhos, de muitas viagens feitas, de muita boca a quem se matou a fome, de muito estudante que pôde prosseguir a vida académica, porque, talvez mais, de 80% de suas famílias tinham o seu sustento na linha ferroviária. Antes de falarmos em nomes concretos, fruto de uma pesquisa de nosso correspondente Fernando Silva Pereira e da achega de outros amigos, de quem não nos esqueceremos, vamos dar uma volta pela história desta Linha do Vale do Vouga e dos seus 176 quilómetros de via estreita, com o Ramal de Aveiro. A partir, sobretudo, das “ Memórias do Vale do Vouga”, obra de Manuel Castro Pereira, do ano de 2000, editada no Porto, e que se encontra, por exemplo, na Biblioteca Municipal de Vouzela, muito ficámos a saber, juntando-lhe o “Guia dos Caminhos de Ferro”, de 1933, e outras fontes. O traçado que, neste caso nos interessa, é o que ligou Vouzela a Bodiosa, que esta via foi feita por fases e por troços distintos quanto à sua abertura e que viu a luz do dia, em termos de conclusão, em 1 de Fevereiro de 1914. Nesse momento, pediu-se à Companhia a comparência da Comissão de Exame para apreciar o trabalho feito, de modo a poder pô-lo em funcionamento no mais breve prazo possível. A este propósito, o “Jornal de Lafões” de então, relatava assim esse acontecimento: “… É com a maior satisfação que damos a notícia que ontem (30 de Novembro de 1913), cerca das três da tarde, passou nesta vila – S. Pedro do Sul –, em fiscalização, o primeiro comboio da nossa Linha… “ Em jeito de elogio e gratidão, ali se destaca a acção de José Vaz Corrêa Seabra de Lacerda, descrito como o filho de Lafões que mais lutou por este comboio, o que talvez melhor se compreenda se for dito, por ser verdade, que o seu projecto sofreu muitas alterações para servir, por exemplo, as Termas de S. Pedro do Sul… Antes, porém, em 1 de Dezembro de 1913, era aberta à exploração a linha entre Ribeiradio e Vouzela e Bodiosa/Viseu, também por essa mesma altura. Ficando encravado no meio, o espaço de Ribeiradio para cima até Moçâmedes e antes, Figueiredo das Donas, esperaria então mais algum tempo. Mas esta base de recrutamento profissional não tardaria a dar os seus frutos, passando a ser, tal como Sernada, uma espécie de Meca desta Linha, ali mãe e rainha. Em resumo, quanto à entrada em funcionamento de cada itinerário, anotemos estes dados: 1908 – Espinho/Oliveira de Azeméis; 1911 – Daqui a Sernada; 1913 – Sernada/Vouzela e Bodiosa/Viseu; 1914 – Vouzela/Bodiosa. Se hoje muito se fala em CP e na possibilidade de vir a ser privatizada, é bom dizer-se que, no ano de 1907, aqui se instalava a Companhia Francesa de Construção e Exploração de Caminhos de Ferro que liderou todo este processo. Mais tarde, a Linha do Vale do Vouga passa por alguma autonomia, mas a CP nunca a perdeu de vista. Num transporte de passageiros que foi determinante para o desenvolvimento e sustentabilidade desta zona, são ainda de assinalar-se os aspectos relacionados com as mercadorias, a ponto de, em 1916, se porem em destaque as estações ferroviárias e os respectivos apeadeiros como fontes de bastante tráfego de materiais diversos, citando-se, nomeadamente, Macinhata do Vouga, Vila Chã, Pinheiro de Lafões e Real. Logo, no ano a seguir, vem a assistir-se a uma monumental greve do pessoal desta Companhia, que a muito a afectou, até porque os comboios estiveram paralisados durante cerca de vinte dias, reiniciando-se o seu curso normal em 1 de Julho de 1917, depois de 15000$00 de prejuízo, só na Linha do Vale do Vouga. A determinada altura, em 5 de Março de 1941, inaugura-se o serviço de autorail (automotoras) no troço Espinho/Viseu, sendo um dos modelos utilizados a Panhard Levassol, de 23 cavalos. Por ironia do destino, logo que o comboio acabou de por aqui passar, no início dos anos setenta, ressuscitando por volta de 1975, mas por pouco tempo, condenado por culpas que teve e que não teve, foram as automotoras que o vieram substituir, em exclusivo. Mas até estas desapareceram e a Linha se fez em farrapos dispersos, para darem lugar aos autocarros, primeiro, da própria CP e, posteriormente, da Empresa Guedes, serviço que ainda perdura, mas bem menos eficiente, pelo menos em horários, dizem. Assim, até Dezembro de 1989, circulou-se muito nas automotoras Allan. Em 1 de Janeiro de 1990, tudo isso teve um fim inglório, morrendo, com essas mudanças, de certa forma, a própria CP, que os veículos, que aqui colocou, andando pelas estradas normais, cavaram a sepultura daquilo que tinha sido a acção da via ferroviária. Figueiredo das Donas com o comboio no coração A introdução, que acima acabou de ser feita, foi apenas o pretexto para o enquadramento daquilo que tínhamos em mente: homenagear as gentes de Figueiredo das Donas, que viveram décadas e décadas seguidas ao ritmo da passagem dos comboios e automotoras. Para esse efeito, pedida a colaboração de nosso correspondente, Fernando da Silva Pereira, ali nos deslocámos para um contacto directo com essa mesma realidade. Sente-se, por aquelas bandas, uma profunda nostalgia por esses tempos. Ali ainda há trabalhadores na CP e subsistem muitos aposentados dessa mesma Companhia, podendo também falar-se em beneficiários de transportes gratuitos ou bonificados, que abrangiam os funcionários, seus pais, filhos e irmãos, estes até aos 21 anos e as irmãs e filhas até ao casamento, única situação que põe termo a essa “oferta”. Com tudo isto, a CP era uma boa mãe, que não desamparava seus filhos. Não admira, por aquilo que estamos a dizer e que é sempre pouco, que ali se evoque a Linha do Vale do Vouga, na toponímia da moderna Variante local, no Largo do Apeadeiro de Real das Donas e na Travessa da Linha. Desta maneira, a sua memória não se perde, transmitindo-se de geração em geração, porque, merecendo-o, assim o quiseram os homens e mulheres de agora. Sem grande dificuldade, há sempre alguém, familiar directo, ou um tanto mais afastado, que tem ligação à tão falada Linha. Numa freguesia, em que cerca de 80% da sua população masculina activa, foi empregada da CP, muitos são os nomes que se podem referenciar. Com o risco de incorrermos em falhas involuntárias, atrevemo-nos a colocar aqui todas estas pessoas, a razão de ser desta nossa Reportagem, contando com a preciosa ajuda de Fernando da Silva Pereira e ainda de Manuel Carvalho e Ernesto Sousa Santos, a quem agradecemos o esse mesmo contributo. Para uma mais fácil compreensão, associamos nomes a funções, ainda que aproximadamente, sobretudo em categorias profissionais. Aqui se regista, para a posteridade, esta listagem de gente que passou pela Companhia: Inspecção – Idalécio Serra; Chefia – Albano Cardoso; Chefia do Via – Agostinho Cardoso, José Cardoso, Fernando Serrano, David Cardoso, Fernando Sousa Santos e Carlos Cardoso; Chefia de Estação – António Amaral, genro do nosso amigo e colaborador, Alberto Serôdio; Factores – Idalécio Rodrigues, Adelino Serrano, Manuel Almeida e António Rodrigues; Maquinistas – Arlindo Marques da Silva, Aires Presas, Pedro Quintal, José Cardoso, Manuel Almeida, Paulo Serôdio e Valdemar Serra; Revisores – Custódio Cardoso, António Sousa Rocha, Manuel Silva, Paulo Jorge Marques e José Carlos Marques; Trabalhos de Via – António Fernandes Almeida, Manuel Carvalho, João Chaves, António Pinto Serra, Virgílio Almeida, António Fernandes, Horácio Serra, Aurélio Silva, Afonso Pereira, António Pereira, Gilberto Matos, Bernardino Sousa, Delfim, Ângelo Rodrigues, Norberto Chaves; Oficina, S. Pedro do Sul – António Serra, Celso Castro, Evaristo de Matos e Norberto Rocha; Oficinas, Viseu – Valentim Serôdio, António Chaves, Joaquim Matos, Augusto Cardoso, António Silva; Trabalhadores de Estação – Ernesto Sousa Santos, Henrique Almeida, Fernando Rocha, António Rocha, António Almeida, Edmundo Pereira de Almeida, José Serôdio, Alberto Bandeira, Diogo; Construção Civil e Vias – Albano Ramos, Valentim Mendes, Fernando Chaves e Armando Rocha.; Revisor de Material – António Silva Carvalho. Habituados a ver passar os comboios e a servirem-se deles, por ali circulavam, mais ou menos por estas horas, os seguintes trajectos: Sernada/Viseu – 9 horas, 11.40 h, 14.10 h, 15.30 h, 18.30 h e 23 horas; Viseu/Sernada – 6.30 h, 9.40h, 13h, 15.30 h, 18.40 horas. Com Santo Amaro como padroeiro dos ferroviários, o milagre maior não foi feito: o comboio não resistiu e morreu, cedo demais. Hoje, em Figueiredo das Donas, permanece a sua memória e o desejo de, um dia, quem sabe, o verem voltar, que se fala na ligação Aveiro/Salamanca e não se sabe por onde irá passar. Carlos Rodrigues, in “Notícias de Vouzela”

sábado, 29 de julho de 2017

UM LIVRO DOCE

Do Município de Vouzela:

"O PASTEL DE VOUZELA EM LIVRO"
Sessão de lançamento . 18h30 . Igreja Matriz
No âmbito do programa da nona edição do Festival de Doçaria “Doce Vouzela”, a Câmara Municipal, em parceria com a Casa Museu TR, vai apresentar o livro sobre o pastel de Vouzela.
Intitulada “O Pastel de Vouzela em Livro”, da autoria de Maria Celeste Carvalho e Daniel Melo, a publicação pretende dar a conhecer a verdadeira história desta iguaria típica do concelho, de origem conventual, e que faz parte da vida dos Vouzelenses desde o séc. XIX.
Para a Câmara Municipal, trata-se de um tributo a todos quantos construíram a história do pastel de Vouzela, em particular aos pasteleiros, comerciantes e apreciadores que, ao longo de duzentos anos, promoveram e defenderam esta marca de todos os Vouzelenses pelo país e pelo mundo.
A apresentação do livro está marcada para as 18h30, do dia 29 de julho. O evento terá lugar na Igreja Matriz de Vouzela.

SÁBADO MADURO