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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Anos de juventude


Foto com barbas brancas, da idade do meu arruçado bigode, a da velhinha Estação de Vouzela.
De que desfio, regularmente, recordações que os anos não esbateram.
Ainda guardo os silvos estridentes dos comboios, as tagarelices dos mais maduros e a chilreada dos estudantes na sala de espera, as fumaradas na orla daquelas janelas por onde espreitava a linha todas as manhãs, na esperança de ser o primeiro a ver despontar o Vouguinha, lá ao fundo, a saír da ponte...
Naquela casinha, pequena mas acolhedora, vivi mais de um ano, em comunhão com todo aquele ambiente ferroviário, que tinha imagem de marca nas suas locomotivas a vapor e na agitação própria das gares que recebiam os TGV dos anos sessenta. Vagaroso. Seguro. Económico!

domingo, 30 de agosto de 2009

Toma lá morangos...

... de Santa Cruz!

O espectáculo rosa já começou. Melhor: continua!
Depois das cantorias do Reprezas e de muitos outros músicos, veio a sinfonia de Sócrates.
Perante uma morangada embevecida, que no fim não dispensou os autógrafos do seu artista preferido, a quem, muitos deles, darão o voto sexy nas páginas rosa do CM, passou o DVD (que as altas tecnologias já atiraram as antigas "cassetes" para a incineradora), o DVD das promessas, o esgotado desfiar das gafes da Manela e, até, um recado para Belém, no estilo: Cavaco, amigo, as uniões de facto estão comigo! - num desafio ao veto do PR à Lei das Uniões de Facto, mais conhecida pela dos Casamentos Gay. Que não desiste e que de união em união aquele diploma há-de ser um facto!...
Já não é bastante para as hostes do poder malhar na oposição. Quando a luta do poder, pelo poder, se encarniça, nada nem ninguém, mesmo Cavaco, escapa às pancadas do mangual! Que deve ser de platina, tal o custo da campanha socialista!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Será possivel...


... e verdade?

Fizeram chegar-me esta foto do Quartel da GNR de Armação de Pera. Nesta, podemos ver uma "tabuleta" informando que as instalações estão sob vigilância duma empresa privada de segurança.
Digam-me que não é verdade, para que não fique a fazer conjecturas ... tristes , de suspeição..... ou reforcem o meu palpite de que a placa se manteve após o período das obras de construção da estrutura...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

No limiar da maioria absoluta...


... no esbanjamento de dinheiros públicos na propaganda eleitoral autárquica, é o horizonte socialista!
O Vouguinha já por aqui deixou o alerta: a não aceitação por parte dos partidos, auto proclamados, de Esquerda, dum só acto para as eleições legislativas e autárquicas, para além de outros efeitos perversos, iria pesar no cofre público.
Também, por estas margens, manifestámos alguma estupefacção pelo facto do partido no poder deste depauperado país, longe de ser o mais cauteloso e frugal nos gastos, ser o que prevê mais gastar na propaganda para as Legislativas.
Ficámos, agora, a saber que do bolo de 75 milhões que os partidos vão desbaratar na Campanha Autárquica, é de 30,5 a fatia do partido da rosa.
Contas feitas, podem os homens do Largo do Rato começar a embandeirar o arco: no esbanjar de dinheiros na política de propaganda, no espectáculo, no circo mediático caça-votos, estão no limiar da maioria absoluta!...
As verbas previstas são mais do que suficientes para custear espelhos multiplicadores, assessores americanos, agências de comunicação, aventais, cartazes, porta-chaves, jantaradas, bandeirinhas, espectáculos de luz e cor.....e algumas máscaras, já que os habituais amplos espaços televisivos e perfumadas sondagens, em que também têm sido vencedores, são de borla...
A única dúvida que me assalta é saber se serão suficientes para comprar consciências e convencer os desiludidos (os que pagam tão caro voto) com esta Política e com estes políticos, sobretudo com os que vêm gerindo a coisa pública.
E, quanto aos gastos exorbitantes, termino a repetir: falta de vergonha!

Vouguinha

sábado, 22 de agosto de 2009

Rubros escapes ecológicos

Uns, na franja intelectual, dizem ser alienante, outros ser paixão.
Não perfilhando nenhuma delas, como tenho por hábito dizer, sou benfiquista desde pequenino!
Mais do que as disputas internas dos jogos caseiros, que pouco me motivam, sinto-me empolgado sempre que o SLB enfrenta um clube estrangeiro: é pena a cumprir ou dádiva terrena aos cotas duma geração que viveu os verdes anos da juventude nos já míticos anos sessenta.
Foi nessa década que, séculos depois das caravelas, a par dos emigrantes, com o seu labor, o futebol, nas garras da águia, levaram o nome de Portugal pelos cantos do Mundo, por onde deixaram postal e marca indelével.
E é nestas disputas internacionais que me deixo, saudavelmente, alienar e vibro com a paixão dum leal benfiquista.....e português.
Sempre!
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À sombra da bananeira


Fim de semana!
Na praia, no campo, de férias, em trabalho,
nestes dois dias de sol, até sabe bem ficar "à sombra da bananeira". Aquela que, caso raro até aos anos setenta, sobretudo após o regresso dos portugueses de África, passou a ser imagem de marca de muitos quintais e jardins.
Os sociólogos devem ter uma explicação para o fenómeno.
Para mim, não é de difícil solução!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

À grande e à............americana!


Segundo a Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, os partidos concorrentes às Legislativas estimam gastar, no seu todo, para cima de 12,5 milhões de euros.
Num país carenciado de tudo, com quase meio milhão de desempregados, com 25% dos agricultores , muitas micro, pequenas e médias empresas em risco de inexorável falência, a braços com duas crises severas (a global e a decana nacional), tanta gulodice eleitoralista só tem um nome: falta de vergonha!
À cabeça, com gastos previstos a rondarem os 5, 5 milhões de euros, sendo 3,13 suportados pelo Estado, surge o partido socialista, no poder, de quem, seria exigível mais frugalidade e exemplo.
Tanto mais que, numa visão que não será mesquinha, mas realista, porque a crer nos profissionais da mesma, "em Política o que parece é", por força de inaugurações, lançamentos de primeiras pedras, visitas quase diárias a escolas em obras (um positivo investimento, passe o facto de ter arrancado em fim de legislatura), a par duma retórica fluente do chefe do executivo socialista, tudo servido pela abundante cobertura mediática, o partido da rosa já há muito iniciou a sua campanha eleitoral e as acções de propaganda.
Os milhões que o PS, no governo da Nação, prevê gastar nos espectáculos de caça ao voto seriam, por hipótese, quantia suficiente para custear livros e equipamento escolar de mais de 50.000 estudantes do Ensino Básico; reforçar as verbas dos nove hospitais que vão receber menos 38 M€ do que estava previsto; para suportar, por muitos anos, os salários de médicos peritos que assegurassem serviço a tempo inteiro no Instituto de Medicina Legal; para a compra de mais de 360.000 pílulas de "tamiflu"...
Para um partido cujo líder é, simultâneamente, o Chefe do Governo, que promete, por via fiscal, "tirar aos ricos para dar aos pobres", qual Robin dos Bosques, com tanta ostentação de riqueza da sua força partidária, tão desmesurado fausto propagandístico e gastos eleitorais, onde é tudo em grande e à americana, como já se viu nas Europeias, ninguém deixará de entender que melhor lhe assentaria o título de Sheriff de Nottingham!

Vouguinha

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Um dos cartões de visita...


... da Vila de Vouzela, no coração de Lafões.

Fábricas de casos e notícias


Não é segredo que os assessores (zelotas, na versão Junqueiro) do governo participam, intervém e integram - nas horas vagas da sua propalada participação em blogues, como autores e comentaristas -, em actos e estruturas do partido do Rato.
Como não é surpresa que o próprio Sócrates vista numa hora o fato de Primeiro Ministro e na hora seguinte a camisa de secretário-geral da sua força partidária. Ou que num dia presida a um conselho de ministros e no seguinte encabece um comício ou congresso da rosa.
É legal e normal em democracia e, por mais que desagrade a uns tantos, não ouço ninguém contestar.
Como legal e normal será que assessores da Presidência da República, enquanto membros ou ideologicamente afectos a partidos políticos - mormente os que serviram de base de apoio à candidatura do Chefe de Estado - , lhes prestem, nesta última condição, apoio e conselho.
Assim sendo, só nos resta interrogar das motivações que levaram duas figuras de cúpula do partido socialista a denunciarem e insurgirem-se publicamente pelo hipotético facto de assessores da Presidência terem colaborado na feitura do programa de governo dos laranjas.
O que até seria louvável, mas que as estruturas deste partido vieram negar.
Só o entendo por impulsos e criação de factos políticos, tendo em vista a guerrilha partidária pré-eleitoral , em que vale tudo, mesmo o que não tem relevância alguma, para agitar as mansas águas de Verão, em que só se vai ouvindo o eco e clamor do disparar do desemprego.
Vir o "Público", aproveitando-se desta guerrilha fútil, trazer à ribalta uma suposta vigilância dos assessores de Belém por parte do governo, apoiando-se em fonte anónima, das duas uma: ou procurou o matutino deitar mais lenha nas acendalhas de Junqueiro e Vitalino, ou, numa hipótese em que não acredito, estamos perante uma situação muito grave que só seria banal se ocorresse na Venezuela ou no Irão.
Vou pela primeira, porque, afinal, nem só na floresta há incendiários.
Vouguinha

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Este Mário que não é Soares....


...é Crespo, mas de escrita lisa!

Está bem... façamos de conta

Mário Crespo in "Jornal de Notícias"

Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?).
Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.
Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês.
Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível.
Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu.
Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média.
Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação.
Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo.
Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva".
Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda).
Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport.
Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal.
Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus.
Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores.
Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República.
Façamos de conta que não há SIS.
Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso.
Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.

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Nota do Vouguinha:

"Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal."


Como se o Mário Crespo tenha por hábito abusar da confiança dos seus entrevistados!!!

Se não é arrogância, é o quê? Presunção e água rosa........

B.A.


A locomotiva E202...

















... lá repousa, solitária, em caminhos que outrora foram seus.
Em comunhão com a Ponte, por onde silvou, alegre e fumarenta.
Era o Vouguinha, de que Vouzela guarda memória e testemunho!
O outro, por ali perto, continua a espreguiçar-se no vale, a caminho da Ria distante, saudoso do companheiro de muitas décadas, que, tão cedo, o "progresso" lhe levou...

Um alerta com 2.000 anos!



Sem comentários. Está lá tudo. Até a condenação da arrogância. Falta só a da mentira!....

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sumário: Revisão da matéria de aulas anteriores

O problema era bem simples. Imaginemos como se resolvem equações mais complexas, como sejam o estado da economia, o endividamento, o custo dos investimentos faraónicos....
O esforço mental de tão excelsas figuras leva-nos a augurar-lhes um radioso futuro de professores de Matemática.
Valha-nos São Pitágoras, que até para mentir é preciso saber cálculo!


Incompetentes!
Disse-o Ana Drago. Te-lo-ia expressado qualquer porta voz das forças partidárias no Parlamento, de Esquerda ou de Direita, à excepção da Guarda Pretoriana que, na Assembleia e fora dela, sustenta o Governo.

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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Vacine-se o alarmismo!



A ministra Ana Jorge tem-se revelado um dos membros do governo mais dialogantes, numa postura bem diferenciada dum colectivo com marca registada de exasperante arrogância.
Tendo abraçado a pasta da Saúde após as controversas medidas que o seu antecessor implantou no terreno, este pouco ou nada disponível ao diálogo, não lhe foi difícil, também por mérito próprio, cair nas boas graças públicas.
O que mais me leva a estranhar e questionar a forma como tem vindo, nos últimos dias, e através do audiovisual, de modo insistente, provavelmente, dando eco de informações pouco sustentadas dum qualquer responsável hospitalar, fazer-nos crer que poderão existir cidadãos a propagarem, deliberadamente, a Gripe A.
Não me parece sério e responsável, e a crer nas suas próprias palavras, que uma ocasional e fortuita ameaça duma mãe de que "se os seus filhos fossem infectado, infectaria os dos outros", seja encarada com tanta substância e suspeição.
Reconhecendo-lhe, e aplaudindo, o direito, que vem exercendo bem, de informar e transmitir todas as recomendações e alertas conducentes ás boas práticas para limitar o alastramento da doença, já não entendo o alcance desta acusação, por si só, geradora de mais alarmismos e que já terá feito vir a terreiro a Procuradoria Geral da República.
Ao Ministério da Saúde e aos Serviços de lhe estão adstritos cabem as medidas e os meios operacionais adequados para enfrentar a pandemia, ao invés de inculcarem nos seus pacientes o ónus da propagação do vírus, ainda que não despreze um ou outro caso, espúrio e pouco relevante, de negligência e irresponsabilidade por parte de utentes do SNS.
Seria - e custa-me conceber essa intenção -, um caminho pouco sério o uso desta antecipação para justificar, no futuro, perante os cidadãos, um inesperado e indesejável alastrar da doença.
Como pouco sério, em plano similar, será que altos responsáveis atribuam o flagelo dos incêndios, alguns com inusitada dimensão e consequências, única e exclusivamente às "mãos criminosas", que as há, quando todos sabemos que "mão criminosa" é, também, a falta de limpeza das florestas, mormente as de domínio público (a que acresce o insuficiente apoio aos privados). Factor que, no reconhecimento dos próprios, agrava as dificuldades com que os soldados da paz se confrontam no acesso e no combate em defesa das matas e imóveis.
De há muito, aprendi que é arma de cobardes, a defesa ou a desculpa, invocando os erros dos outros. E, neste caso da Gripe A, como noutros, a ser feito por antecipação, é uma vacina adulterada e injusta.
Gostaria que, enquanto rara e feliz excepção neste executivo, esta ministra continuasse em estado de graça. Até ao fim da Legislatura.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Sem "tacho" no Horizonte...

... ouço sempre este homem e aprecio as flechas certeiras nos alvos da nossa tão esburacada realidade política e económica.
Lamenta-se é que não o ouça e aprenda quem vive na obstinação cega pelos holofotes mediáticos da propaganda e pelos raios ultravioletas da mentira:


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

E esta....hem?

Inédito: A bandeira da Monarquia esvoaçou durante 12 horas na varanda da Câmara Municipal de Lisboa!
Sabemos que o acto foi obra de Gente pacífica, senhora dos seus ideais, mas sem qualquer intenção de afronta. Seja como for, legal ou ilegal, algo ressalta da atitude: CORAGEM!
Se há 99 anos a bandeira da Monarquia foi derrubada com a força das armas, desta feita foi içada com a ousadia da noite!....

Até sempre, Raul!

"Muito contra sua vontade" e contra, estou certo, a da maioria de nós, deixou-nos o maior vulto do humor em Portugal. Dum humanismo a toda a prova, nunca esqueceremos dele a graça genuína que sabia transmitir-nos sem recorrer ao "ordinário" fácil e gratuito.
Nascido em Lisboa em 19/10/1929, cedo começou a proporcionar-nos momentos de boa disposição, mantendo-se, ao longo de muitas décadas como o mais alto estandarte do Humor em Portugal.
Fica a minha singela homenagem neste "clip" em disco de vinil que guardo há quase 47 anos, com os genuínos estalidos de fundo, como tão genuína foi a vivência e o humor de Raul Solnado.
Sem mais lugares comuns......até sempre, Raul! video

domingo, 9 de agosto de 2009

Há guerra na capoeira...


... do PS na Sé do Porto!

Na passada semana, os dirigentes do partido no Poder, assessores e habituais apaniguados mediáticos, gastaram o tempo, e a pouca imaginação, zurzindo nas listas de candidatos dos partidos opositores. Numa matreira intromissão na vida dos partidos que lhes podem abalar o pedestral de São Bento, numa devassa que pretendia alcançar dividendos políticos com a guerrilha interna dos seus adversários, os homens da rosa não resistiram à baixa política que é "meter o bedelho" em casas e famílias que não são as suas.
Sem poder de previsão e de memória curta, não levam em conta as máximas do Povo de quem ambicionam conquistar o voto, esquecendo que "quem tem telhados de vidro, não atira pedras ao do vizinho".
E não sei se caíram pedradas, mas deve ter estalado bofetada e sopapo na pancadaria com que os candidatos socialistas à Freguesia da Sé, no Porto, à força do murro democrático, procuraram resolver a composição das listas. Sobraram os apetites à presidência e não faltaram queixas na Polícia por parte das facções em luta. Tudo em família. Na da rosa, a que espreita o que vai nas casas da vizinhança partidária!
Tudo isto, a crer nas noticias dos matutinos, provocado pelo facto do actual executivo daquela freguesia da capital do Norte, também ele socialista, ser acusado de desvio de dinheiros. Coisa simples e normal num regime que muitos já dizem ser uma Democracia do Gamanço.
Com exemplos destes dos que passam o tempo a criticar a vida alheia, bem a oposição pode repousar e responder: por aquilo que vejo, não estou descontente!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O Mar e a Gente



Ílhavo tem vincadas rugas naquele Mar revolto que os pescadores desbravaram. Foram muitos os naturais daquela região que se empenharam na aventura secular da pesca do bacalhau.
Achei de muito simbolismo o barco de granito implantado num dos jardins junto à Câmara da Cidade. Valeu uma foto. Nos últimos dias de Julho.
Não é a jangada de pedra, é a memória dum povo em comunhão com o Mar!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Pastéis de Vouzela/Pastéis de Tentúgal


Apeteceu-me meter as mãos na massa. Não exercendo cargo em empresa pública ou de cariz político, não o poderei fazer naquela massa que faz correr muita dessa "gente" e girar o Mundo em que vivemos. Meto-as na massa daqueles afamados pastéis, doces convites aos glutões ou a todos os que gozam em deliciar as papilas gustativas com estes manjares dos deuses... e dos frades. É comum ouvir-se, de quem conhece ambos, que os afamados pastéis de Vouzela e os não menos famosos pastéis de Tentúgal são uma e a mesma coisa. Não são. Passe o aspecto similar, algo os distingue, quer no folhado quer no recheio. Quando, em 1834, o maçónico Joaquim António de Aguiar, mais conhecido pelo "Mata-Frades", instigou à expulsão das ordens religiosas de Portugal, por decreto, e ao consequente encerramento dos conventos, as freiras que lhes davam vida viram-se na contingência de procurarem a sobrevivência nas terras de origem, junto dos seus familiares. Foi assim que monjas clarissas, mais vocacionadas para as doçarias conventuais, recolheram para junto dos entes mais próximos, em Tentúgal e Vouzela. Com elas levaram os segredos das delícias que confeccionavam intramuros e que se viram obrigadas a deitar mão, como modo de vida, passando esses segredos a um restrito número de familiares. E é aqui que entronca a diferença entre os conhecidos pastéis: partindo duma receita, muito provavelmente, comum, divergiram nos pormenores pelo facto das monjas que rumaram a Tentúgal serem provenientes do Convento de Santa Clara de Coimbra (e do Carmelo de Tentúgal), enquanto que as que se fixaram por Vouzela serem oriundas do Convento de Santa Clara, mas do Porto. Por mim, sem me preocupar com saber se o segredo está na massa ou no recheio, no Convento de Coimbra ou do Porto, tanto os de Tentúgal como os de Vouzela me despertam igual gula e satisfação, passe o facto de, sem caseirismos, preferir os confeccionados em Lafões, a quem confiro folhado mais fino e estaladiço.

Hoje pago eu. Sirvam-se!


segunda-feira, 3 de agosto de 2009

LAFÕES é um jardim!

Como reza o refrão do hino, Lafões é um jardim e não há no Mundo um lugar assim!

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sábado, 1 de agosto de 2009

Espantalho ou ministro?


Na passada semana, ao passar por um campo agrícola na região do Vouga, deparei-me, implantado junto a uns feijoeiros, com o boneco da foto.
Vieram-me à memória os tempos idos em que os meus avós espantavam a passarada com algo idêntico e questionei o agricultor que procedia à rega da sua horta:
- Aquilo é um "espantalho", não é?
- Não, senhor, aquilo é o "ministro", respondeu-me o ancião, espetando o indicador na direcção do boneco.
- Mas não serve para espantar os pássaros? - insisti.
- Não! Serve para espantar os agricultores e a agricultura!

Eu quero-as ambas!



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Não resisto a este pitoresco preâmbulo, antes de abordar um tema bem mais sério e actual.
Contam-me, desde menino e moço, que nos anos cinquenta, numa aldeia do concelho vouzelense, um solteirão marceneiro, no fulgor hormonal dos seus vinte e poucos anos, ia arrastando a asa às moças casadoiras da terra.
Um dia, com laivos de escândalo social, numa sociedade comunitária e arreigada aos extremados costumes puritanos, a notícia espalhou-se como fogo de Verão: o Artur “fizera mal” a duas virgens do lugar.
O pároco da freguesia, como bom pastor e com a autoridade temporal que, ao tempo, era reconhecida aos representantes da Igreja, escolheu o fim da missa dominical para resolver o sacrilégio dum dos membros do seu rebanho. Chamou o Artur e as duas raparigas à sacristia e intimou o aturdido marceneiro:
- Artur, desonraste estas duas paroquianas. Para que Deus te alivie o castigo, terás que casar com uma delas. Escolhe!
O nosso Casanova, confuso, depois de um esgar embaraçado, ergueu os braços ao Céu e exclamou:
- Senhor Padre, EU QUERO-AS AMBAS!...
Quase meia dúzia de décadas após este bizarro episódio, parece ser mais vulgar e actual a dificuldade de opção, com mais acuidade quando estão em confronto cargos públicos de relevo.
Elisa Ferreira e Ana Gomes são os rostos mais evidentes e mediáticos desse apetite insaciável pelo que, numa imagem culinária, o nosso povo conhece por “tacho”, numa lógica de que, furando-se o maior, há sempre um mais pequeno para o petisco da ambição pessoal.
O Partido Socialista, registo-o com agrado, ainda que extemporaneamente, decidiu, perante a pressão eleitoralista e na linha do que o seu mais forte opositor já havia anunciado, que os seus candidatos às Legislativas não poderão ser, cumulativamente, pretendentes aos órgãos autárquicos.
Numa sociedade política de compadrio, arranjinhos e promiscuidade, as reacções adversas não se fizeram esperar, criando agitação e fracturas no seio do partido da rosa.
Só por si, razão bastante para que, neste País de jogo viciado, a política e os políticos possam recuperar alguma de toda a credibilidade perdida, mas, mais do que isso, as forças partidárias, devem ter a coragem de privilegiar o mérito e a honestidade, expurgando do seu seio não só os arrivistas do “tacho”, mas também, e sobretudo, as sinistras figuras da corrupção, dos negócio sujos e opacos.
Só assim almejaremos que o nosso regime político perca o estigma de “Democracia do Gamanço” e passemos a conviver com uma POLÍTICA de Transparência, Honra e Verdade e uma JUSTIÇA imparcial, célere e implacável.
Por estas duas últimas, também eu e, creio, toda a Sociedade Civil, responderemos:
- EU QUERO-AS AMBAS!