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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Autárquicas em Lafões I

Eu diria que a campanha eleitoral autárquica já decorre em Lafões desde a polémica do encerramento e reconversão de unidades de saúde na região.
Uma figura - que parece "ir a todas", mesmo a nível nacional - é o socialista José Junqueiro. É mais omnipresente que o próprio Deus: vê, fala de tudo e de todos...e está em todo o lado! Parece gostar mais de holofotes que o Pinho de cornichos:)
Ouçamos:

Os vídeos que "esmiuçam" a polémica Belém-S.Bento





Sem me querer pronunciar, por agora, sobre os contornos da polémica, não deixo de, como qualquer português, de ficar apreensivo com a guerrilha que se desenha no nosso horizonte institucional.
O que não me impede de condenar a táctica que o partido no poder parece ter vindo a seguir de algum tempo a esta parte. De facto, já em plena campanha eleitoral para as Legislativas, enquanto José Sócrates, na sua versão "delicodoce", prometia, do alto dos púlpitos comicieiros, estar a fazer uma campanha com elevação e sem ataques pessoais, a seu lado, e perante o seu sorriso ragado e fartas palmas, figuras gradas do seu partido consideravam a líder do maior partido de oposição de fanática, incompetente, "outra senhora", salazarenta e outros mimos pouco edificantes.
Agora, na polémica da vigilância a Belém, quando se esperava que a reacção às palavras do Presidente da República viesse pela voz do Chefe do Governo ou dirigente máximo do partido visado na comunicação de Cavaco Silva, não foi Sócrates quem deu a cara e a voz. O que, no mínimo, é, só por si, uma descortesia institucional e forte prenúncio de que não serão de calmaria política os tempos que se avizinham.
Decididamente, como sempre venho escrevendo por aqui: esta Pátria não merece esta Política e, muito menos, os políticos que a servem!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Uma história de sucesso...

... lembrando aos vindouros que do Passado também se colhem bons exemplos.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O Secretário-Geral do Partido...


... da Abstenção, o grande vencedor das Legislativas, que, coligado com os Brancos e Nulos, excede os 40%, não prestou declarações na noite eleitoral.
A euforia esteve a cargo do chefe do partido no poder que, com 36,6%, perdeu mais de meio milhão de votos e, ainda assim, teve o dislate de considerar, repetidamente, ter obtido uma "vitória extraordinária".
Extraordinária, só porque, provavelmente, tendo consciência de merecer bem pior, esta lhe confere a cadeira mor do governo, o que lhe satisfará a ambição do poder pelo poder.
Por mim, bem que mereceria bem mais grado castigo do que a significativa perda de 24 deputados num Parlamento que dominou e tratou, durante mais de quatro anos, como quinta fértil do Largo do Rato.
Do mal o menos, a maioria relativa, ora que a absoluta se esfumou à custa duma prática política desastrada, fará rebentar o balão da arrogância e da prepotência e conduzirá à remodelação quase total dum governo onde ainda pontifica um, politicamente, cínico malhador de propaganda, um incompetente agricultor sem tomates, uma educadora viperina, um jamais visionário, um justiceiro inoperante, um cabo de ordem incompetente, para além de outros estropícios secundários.
Na impossibilidade de se remodelar o próprio Primeiro, que se erradiquem os outros parasitas da árvore governamental.
Porque o Partido da Abstenção, o grande vencedor, em coligação com os Brancos e Nulos, representam um Povo desencantado com esta Política e os políticos que nos têm calhado em sortes. E venceu, e venceram os outros 63,4 % dos que votaram, sem recurso à imagem, aos milhões, às agências de comunicação, aos casos, às promessas e mentiras, à retórica fluente e demagógica, com o apoio de "sondageiros" e uma comunicação social adestrada.
Quanto ao partido minoritário, que regressa ao poder, que compreenda e respeite a lição duma larga maioria de portugueses que se não deixam ludibriar pela fantasia das futilidades e não se revêem ou repudiam as suas artes governativas dos últimos quatro anos e meio.
Essa maioria folgada, não lhe deixará pôr o pé em ramo verde!

sábado, 26 de setembro de 2009

O baiacu-panela

BAIACU-PANELA, é mesmo a denominação deste peixe, que se caracteriza por ter os maxilares guarnecidos de placas. Ao assustar-se ou ficar irritado, incha o corpo como se fosse uma bola. Não se deixa apanhar com facilidade nas redes e é venenoso.
Consta-se que, da ordem dos baiacu, é a espécie baiacu-panela a que mais tem sido vista ultimamente nas zonas costeiras do concelho de Almada.

Alegoria da Caverna...

....e a sua actualidade!


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A brincar, a brincar...


... é que o tupili......

A notícia: No Porto, onde PS e PSD realizaram arruadas no mesmo local e quase à mesma hora, alguns apoiantes envolveram-se em pequenas escaramuças. Segundo um repórter, tudo terá começado quando uma militante socialista sacou do cartão do PS e o ostentou junto ao nariz duma social-democrata.
Especulo eu que esta se não terá posto em sentido, nem esticou o braço, do que resultaram agressões à bandeirada por parte da identificada, que não viu respeitada a sua autoridade rosa.

A dúvida: Das hostes da militante de cartão, teriam acorrido os homens de braçal vermelho, tanto em voga num antigo partido alemão de má memória?

A certeza: Os vírus do autoritarismo pegam-se e são perigosos. Podem resultar em pandemia!...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Alienações de grandes cérebros....

.... abortos mal paridos!

Foi assim que Marques Vidal, Juiz Conselheiro e ex-Director da PJ considerou as polémicas alterações ao Código Penal nesta legislatura.
Disse-o num Colóquio realizado em Faro, anteontem, no mesmo Algarve onde, horas depois, um casal de ingleses era espancado e roubado dentro da sua própria casa e enquanto, entre outros crimes, uma enfermeira era sequestrada, roubada e violada, quando saía do turno de serviço no Hospital Amadora-Sintra.
Não trago estes exemplos como alarmismo, tanto mais que só não sabe quem não quer a forma perigosa e avassaladora como o crime violento disparou após as "benesses" conferidas aos arguidos pelas controversas e economicistas alterações às Leis Penais.
Naquele mesmo colóquio, Marques Vidal, não se inibiu, a crer no que vem noticiado num jornal diário, de chamar os supostos autores ou proponentes daquelas reformas penais, Rui Pereira e Alberto Costa, de incompetentes.
Mais do que a declarada incompetência daqueles dois ministros, importava saber quais as forças partidárias que se comprometem a avaliar conscientemente e reformular, como parece ser urgente, aqueles preceitos penais que, ao invés de darem garantias às vítimas, podem, por via indirecta, promover os crimes e incentivar os seus autores.
Quanto às reformas, fica a classificação em registo:

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Turismo e segurança

Mais do que estatísticas consoladoras, deve um Estado, responsável e atento, ponderar as evidências e valorizar a realidade.
A segurança dos cidadãos é um factor decisivo para que estes possam usufruir da Liberdade, uma das bandeiras da democracia.
E se é trunfo fundamental no baralho interno, mais o será quando a criminalidade galopante faz periclitar toda a nossa cartada turística, uma das nossas mais valias económicas.
Com uma indústria exportadora a braços com crises cíclicas e de fraca expansão, uma agricultura, de há muito, moribunda e a que Jaime Silva terá dado extrema-unção, é o turismo que nos resta preservar a todo o custo, para que o país não continue a empobrecer....alegremente.
Para esse desiderato, para além do sol, das paisagens , do mar e praias convidativas, que temos para oferecer em abundância a quem nos visita, urge certificar um diploma de tranquilidade e segurança para quem procura refúgios de lazer e de paz.
Não incumbe, em exclusivo, aos operadores do ramo oferecerem um produto turístico de qualidade. Ao Estado cabe uma quota parte fundamental, sobretudo na erradicação da violência e das práticas criminosas que o desvalorizem.
De todo, dispensáveis seriam cartões de visita como os que ora nos chegam de Inglaterra, um país que nos visita com cerca de 2,2 milhões de turistas por ano e que alertam os seus concidadãos para:
"vários cidadãos britânicos foram vítimas de ofensas sexuais sérias no Algarve neste Verão: esteja alerta para o uso de drogas sexuais...";
"Os carteiristas, os roubos por esticão e os furtos de viaturas são cada vez mais comuns nas zonas turísticas".
Gostando-se ou não da peculiar sobranceria dos ingleses, há que reflectir nas palavras do Presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, que considera as reclamações vindas de terras de Sua Majestade um sério aviso:
"É mau para o Algarve e para o País e mostra que as autoridades têm andado a brincar com o fogo";
"Continuam a manipular os números dos reforços de Verão e a ignorar o aumento da criminalidade, principalmente o aumento da criminalidade violenta.";
"Ainda estamos no início mas é um aviso sério e o mercado britânico é o nosso maior mercado".
Os avisos estão feitos. Falta levá-los em boa conta por quem tem por mister inverter esta perigosa realidade que mais do que panaceias circunstanciais ou aumento de agentes, deve passar por uma séria e urgente reavaliação das nossas falaciosas leis penais em vigor que são, por si só e em primeiro plano, o nosso grave problema de segurança!

domingo, 20 de setembro de 2009

Ainda a independência da Justiça...



... face ao poder político....e aos partidos.


Quem se mete com o PS, leva!
Lembram-se?


Quem se mete com o PS, leva!
Pois, leva.... já "levaram" uns, estão a "levar" outros e continuamos a levar todos se estes "democratas" continuarem, por mais anos, a "malhar" em tudo e em todos que não lhe verguem a coluna para fazerem salameleques ou, cobardemente, a tudo disserem YES, YES!...
Na lógica de que quem não está com eles, está contra eles!


Sob o título *Juiz vítima de " retaliação política"*, os diários dão-nos a conhecer quem são os três magistrados nomeados pelo Partido Socialista para o Conselho Superior de Magistratura e de quem terá partido a iniciativa de congelar a atribuição da nota "Muito Bom" ao juiz Rui Teixeira.
Desses três membros do CSM, uma magistrada é, também, consultora da Presidência do Conselho de Ministros e um outro um dos advogados que representou Jaime Gama no processo que o socialista moveu contra um ex-aluno da Casa Pia.
Sem pretender "esmiuçar" mais este intrincado caso, limito-me a transcrever algumas frases de quem vive por dentro da Justiça em Portugal:

"........... Há aí razões do ponto de vista ideológico, do ponto de vista partidário, de tentar sancionar um juiz só porque teve um determinado processo e porque esse processo teve um determinado andamento";
"Hoje temo que o CSM já está fortemente politizado. Era só o que faltava que a carreira de um magistrado fosse sancionada ou melhorada por razões de política partidária. É inacreditável que isso possa acontecer".
Rui Rangel, Juiz e Presidente da Associação Juízes pela Cidadania

" A questão da partidarização do Conselho, mais do que a politização, é preocupante".
António Martins, Presidente da Ass. Sindical dos Juízes



sábado, 19 de setembro de 2009

Há independência da Justiça...


... face aos partidos políticos?
Não sei!
As dúvidas avolumam-se, como neste último caso que envolve a avaliação profissional do Juiz Rui Teixeira, o magistrado inicial do dossier Casa Pia, o tal que se vem arrastando há anos e se vai silenciosamente diluindo na espuma dos dias.
Três magistrados do Conselho Superior - que, por estranha obra do destino ou do velho fado nacional, foram nomeados pelo Partido Socialista -, baixaram-lhe a nota de avaliação. A crer nas notícias vindas a público, por ter ousado deter o também socialista Paulo Pedroso, no início das averiguações daquele intrincado processo.
Avolumam-se as dúvidas, e a descrença na independência do poder judicial face ao poder político, um dos intocáveis princípios que a Constituição preconiza, para um Estado que se quer de Direito.
Poderá ser o polvo voraz a estender os tentáculos partidários, os mesmos que já haviam feito presas no caso Charrua, no Centro de Saúde de Vieira do Minho, na Polícia nos sindicatos e casos similares que podem ter contornos de "bufisse" e vingança ou retaliação injustificáveis.
Por mim, interrogo-me se urdiduras desta natureza, contemporâneas de ferozes ataques à liberdade de expressão, consubstanciada nas pressões sobre estações televisivas e jornais não alinhados, nos não estarão a conduzir, em escalada gradual, para um regime que só tem paralelo no dos tempos do partido único, que já vivi.
Tudo isto acontece, quando ainda nos preocupa a notícia bomba despoletada pelo Diário de Notícias - um órgão noticioso de quem se diz estar alinhado com o partido no poder-, criando embaraços ao Presidente da República e dando à estampa comunicações de carácter privado, que podem ter sido obtidas por intromissão ou por qualquer outro acto criminoso.
A interrogação fica: a quem poderá interessar a fragilização do mais alto Magistrado da Nação, a uma semana das eleições, trazendo à ribalta, como que por artes mágicas, uma notícia dum outro jornal, com barbas de 17 meses?
A quem?

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Trovoada na Vasco da Gama, em 9/9/2009




Estes raios não deixam de ter a sua beleza! Os de outras trovoadas que para aí andam a faiscar até ao dia 27, são aquilo a que "chamamos" raios que os partam!

Vouguinha

Aguenta-te, Flor Pedroso...

... e roga aos teus santinhos que o animal feroz não ganhe as próximas eleições, ou correrás o risco de ires gritar para a sala escura dos despojos da rosa: - Manela, não estás só!



ou: EU Quero, Posso e Mando!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Para lá da fantasia em que vivemos!


Reflexões
Professor Medina Carreira


Nota: O Professor Medina Carreira, um dos mais capacitados economistas portugueses, sempre que fala, deixa o País a reflectir, estupefacto. Aqui deixamos a síntese de uma das últimas entrevistas que concedeu. A não perder.

"Vocês, comunicação social, o que dão é esta conversa de «inflação menos 1 ponto», o «crescimento 0,1 em vez de 0,6»...Se as pessoas soubessem o que é 0,1 de crescimento, que é um café por português de 3 em 3 dias... Portanto andamos a discutir um café de 3 em 3 dias...mas é sem açúcar"

"Eu não sou candidato a nada, e por conseguinte não quero ser popular. Eu não quero é enganar os portugueses. Nem digo mal por prazer, nem quero ser «popularuxo» porque não dependo do aparelho político!"

"Ainda há dias eu estava num supermercado, numa bicha para pagar, e estava uma rapariga de umbigo de fora com umas garrafas, e em vez de multiplicar «6x3=18», contava com os dedos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7... Isto não é ensino...é falta de ensino, é uma treta! É o futuro que está em causa!"

"Os números são fatais. Dos números ninguém se livra, mesmo que não goste. Uma economia que em cada 3 anos dos últimos 27, cresceu 1% ...esta economia não resiste num país europeu."

"Quem anda a viver da política para tratar da sua vida, não se pode esperar coisa nenhuma. A causa pública exige entrega e desinteresse."

"Se nós já estamos ultra-endividados, faz algum sentido ir gastar este dinheiro todo em coisas que não são estritamente indispensáveis?
P'rá gente ir para o Porto ou para Badajoz mais depressa 20 minutos? Acha que sim?
A aviação está a sofrer uma reconversão, vamos agora fazer um aeroporto, se calhar não era melhor aproveitar a Portela?

Quer dizer, isto está tudo louco?"
"Eu por mim estou convencido que não se faz nada para pôr a Justiça a funcionar porque a classe política tem medo de ser apanhada na rede da Justiça. É uma desconfiança que eu tenho. E então, quanto mais complicado aquilo fôr..."

"Nós tivemos nos últimos 10-12 anos 4 Primeiros-Ministros:
-Um desapareceu;
-O outro arranjou um melhor emprego em Bruxelas, foi-se embora;
-O outro foi mandado embora pelo Presidente da República;
-E este coitado, anda a ver se consegue chegar ao fim"

"O João Cravinho tentou resolver o problema da corrupção em Portugal. Tentou. Foi "exilado" para Londres. O Carrilho também falava um bocado, foi para Paris. O Alegre depois não sei para onde ele irá... Em Portugal quem fala contra a corrupção ou é mandado para um "exílio dourado", ou então é entupido e cercado."

"Mas você acredita nesse «considerado bem»?

Então, o meu amigo encomenda aí uma ponte que é orçamentada para 100 e depois custa 400? Não há uma obra que não custe 3 ou 4 vezes mais? Não acha que isto é um saque dos dinheiros públicos? E não vejo intervenção da polícia...Há-de acreditar que há muita gente que fica com a grande parte da diferença!"

"De acordo com as circunstâncias previstas, nós por volta de 2020 somos o país mais pobre da União Europeia. É claro que vamos ter o nome de Lisboa na estratégia, e vamos ter, eventualmente, o nome de Lisboa no tratado. É, mas não passa disso. É só para entreter a gente..."

"Isto é um circo. É uma palhaçada. Nas eleições, uns não sabem o que estão a prometer, e outros são declaradamente uns mentirosos: -Prometem aquilo que sabem que não podem."

"A educação em Portugal é um crime de «lesa-juventude»:

Com a fantasia do ensino dito «inclusivo», têm lá uma data de gente que não quer estudar, que não faz nada, não fará nada, nem deixa ninguém estudar. Para que é que serve estar lá gente que não quer estudar? Claro que o pessoal que não quer estudar está lá a atrapalhar a vida aqueles que querem estudar. Mas é inclusiva.... O que é inclusiva? É para formar tontos? Analfabetos?"

"Os exames são uma vergonha.
Você acredita que num ano a média de Matemática é 10, e no outro ano é 14? Acha que o pessoal melhorou desta maneira? Por conseguinte a única coisa que posso dizer é que é mentira, é um roubo ao ensino e aos professores ! Está-se a levar a juventude para um beco sem saída. Esta juventude vai ser completamente desgraçada!

"A minha opinião desde há muito tempo é TGV- Não!
Para um país com este tamanho é uma tontice. O aeroporto depende. Eu acho que é de pensar duas vezes esse problema. Ainda mais agora com o problema do petróleo.

"Bragança não pode ficar fora da rede de auto-estradas? Não? Quer dizer, Bragança fica dentro da rede de auto-estradas e nós ficamos encalacrados no estrangeiro? Eu nem comento essa afirmação que é para não ir mais longe...Bragança com uma boa estrada fica muito bem ligada. Quem tem interesse que se façam estas obras é o Governo Português, são os partidos do poder, são os bancos, são os construtores, são os vendedores de maquinaria...Esses é que têm interesse, não é o Português!"

"Nós em Portugal sabemos resolver o problema dos outros:
A guerra do Iraque, do Afeganistão, se o Presidente havia de ter sido o Bush, mas não sabemos resolver os nossos. As nossas grandes personalidades em Portugal falam de tudo no estrangeiro: criticam, promovem, conferenciam, discutem, mas se lhes perguntar o que é que se devia fazer em Portugal nenhum sabe. Somos um país de papagaios...

Receber os prisioneiros de Guantanamo? «Isso fica bem e a alimentação não deve ser cara...» Saibamos olhar para os nossos problemas e resolvê-los e deixemos lá os outros...Isso é um sintoma de inferioridade que a gente tem, estar sempre a olhar para os outros. Olhemos para nós!"

"A crise internacional é realmente um problema grave, para 1-2 anos.Quando passar lá fora, a crise passará cá. Mas quando essa crise passar cá, nós ficamos outra vez com os nossos problemas, com a nossa crise. Portanto é importante não embebedar o pessoal com a ideia de que isto é a maldita crise. Não é!"

"Nós estamos com um endividamento diário nos últimos 3 anos correspondente a 48 milhões de euros por dia: Por hora são 2 milhões! Portanto, quando acabarmos este programa Portugal deve mais 2 milhões! Quem é que vai pagar?"

"Isso era o que deveríamos ter em grande quantidade. Era vender sapatos. Mas nós não estamos a falar de vender sapatos. Nós estamos a falar de pedir dinheiro emprestado lá fora, pô-lo a circular, o pessoal come e bebe, e depois ele sai logo a seguir..."

"Ouça, eu não ligo importância a esses documentos aprovados na Assembleia...
Não me fale da Assembleia, isso é uma provocação... Poupe-me a esse espectáculo...."

"Isto da avaliação dos professores não é começar por lado nenhum.
Eu já disse à Ministra uma vez «A senhora tem uma agenda errada"» Porque sem pôr disciplina na escola, não lhe interessa os professores. Quer grandes professores? Eu também, agora, para quê? Chegam lá os meninos fazem o que lhes dá na cabeça, insultam, batem, partem a carteira e não acontece coisa nenhuma. Vale a pena ter lá o grande professor? Ele não está para aturar aquilo...Portanto tem que haver uma agenda para a Educação. Eu sou contra a autonomia das escolas Isso é descentralizar a «bandalheira»."

"Há dias circulava na Internet uma noticia sobre um atleta olímpico que andou numa "nova oportunidade" uns meses, fez o 12ºano e agora vai seguir Medicina... Quer dizer, o homem andava aí distraído, disseram «meta-se nas novas oportunidades» e agora entra em Medicina... Bem, quando ele acabar o curso já eu não devo cá andar felizmente, mas quem vai apanhar esse atleta olímpico com este tipo de preparação... Quer dizer, isto é tudo uma trafulhice..."

"É preciso que alguém diga aos portugueses o caminho que este país está a levar.
Um país que empobrece, que se torna cada vez mais desigual, em que as desigualdades não têm fundamento, a maior parte delas são desigualdades ilegítimas para não dizer mais, numa sociedade onde uns empobrecem sem justificação e outros se tornam multi-milionários sem justificação, é um caldo de cultura que pode acabar muito mal. Eu receio mesmo que acabe."

"Até hà cerca de um ano eu pensava que íamos ficar irremediavelmente mais pobres, mas aqui quentinhos, pacíficos, amiguinhos, a passar a mão uns pelos outros...
Começo a pensar que vamos empobrecer, mas com barulho...
Hoje, acrescento-lhe só o «muito». Digo-lhe que a gente vai empobrecer, provavelmente com muito barulho... Eu achava que não havia «barulho», depois achava que ia haver «barulho», e agora acho que vai haver «muito barulho». Os portugueses que interpretem o que quiserem..."

"Quando sobe a linha de desenvolvimento da União Europeia sobe a linha de Portugal. Por conseguinte quando os Governos dizem que estão a fazer coisas e que a economia está a responder, é mentira! Portanto, nós na conjuntura de médio prazo e curto prazo não fazemos coisa nenhuma. Os governos não fazem nada que seja útil ou que seja excessivamente útil. É só conversa e portanto, não acreditem...
No longo prazo, também não fizemos nada para o resolver e esta é que é a angústia da economia portuguesa."

"Tudo se resume a sacar dinheiro de qualquer sítio. Esta interpenetração do político com o económico, das empresas que vão buscar os políticos, dos políticos que vão buscar as empresas...Isto não é um problema de regras, é um problema das pessoas em si...Porque é que se vai buscar políticos para as empresas?
É o sistema, é a (des)educação que a gente tem para a vida política... Um político é um político e um empresário é um empresário. Não deve haver confusões entre uma coisa e outra. Cada um no seu sítio. Esta coisa de ser político, depois ministro, depois sai, vai para ali, tira-se de acolá, volta-se para ministro...é tudo uma sujeira que não dá saúde nenhuma à sociedade."

"Este país não vai de habilidades nem de espectáculos.
Este país vai de seriedade. Enquanto tivermos ministros a verificar preços e a distribuir computadores, eles não são ministros. São propagandistas ! Eles não são pagos nem escolhidos para isso! Eles têm outras competências e têm que perceber quais os grandes problemas do país!"

"Se aparece aqui uma pessoa para falar verdade, os vossos comentadores dizem «este tipo é chato, é pessimista»...
Se vem aqui outro trafulha a dizer umas aldrabices fica tudo satisfeito...
Vocês têm que arranjar um programa onde as pessoas venham à vontade, sem estarem a ser pressionadas, sossegadamente dizer aquilo que pensam. E os portugueses se quiserem ouvir, ouvem. E eles vão ouvir, porque no dia em que começarem a ouvir gente séria e que não diz aldrabices, param para ouvir. O Português está farto de ser enganado! Todos os dias tem a sensação que é enganado!"


domingo, 13 de setembro de 2009

Nem bom vento, nem bom casamento...


Não nutro animosidade de espécie alguma para com o povo espanhol.
Neste Vouguinha tenho-me insurgido, sim, e com alguma insistência, contra a ingerência política de Espanha, a par duma submissão económica a que nos vamos prestando, o que nos vai conduzindo a uma subalternização gradual e preocupante.
Como tenho exposto, os nossos compromissos, direitos e deveres, enquadram-se no todo da União, sem que tal comporte uma submissão aos interesses político- económicos dos nossos vizinhos de Espanha, como se, no âmbito da União Europeia, fossemos um seu apêndice.
Mas é, sobretudo, a ingerência política que me inquieta e irrita.
Foram aqueles comícios ibéricos para as Europeias, em que os dois chefes de governo, venderam as suas ideias num só pacote, por lá e por cá; foi, mais recentemente, a vergonhosa ingerência da Prisa na linha editorial da TVI; foi, disse-o, agora, Manuela Ferreira Leite, poderia tê-lo dito Jerónimo de Sousa, Louçã, Portas, Garcia Pereira ou qualquer outro responsável partidário do nosso espectro político, a pressão dum grupo de espanhóis e autarcas socialistas no caso do TGV.
Todas estas manobras, e aquelas sobre as quais não podemos reflectir por lhes não conhecermos os reais contornos, sobretudo na área económica, são suficientes para que estejamos atentos e vigilantes.
Não pretendemos regressar ao "orgulhosamente sós", mas não estaremos dispostos a viver sob os golpes do chicote político e económico de qualquer verdugo, ainda que seja nosso vizinho e tenha a bênção de novos Miguéis de Vasconcelos!

sábado, 12 de setembro de 2009

E a solidariedade, Senhor Engenheiro?!


Dir-me-ão que o Primeiro Ministro não é bombeiro, sapador ou voluntário, que não apaga fogos, nem fará falta alguma nos locais dos sinistros.
Assim poderá ser, mas não lhe ficaria mal que, abdicando de uma ou outra inauguração ou lançamento de primeiras pedras de propaganda, perdesse uns minutos, por escassos que fossem, a confortar, em nome do poder, todos os que assistiram, e assistem, impotentes e amargurados, por este País fora, à destruição dos seus haveres.
Nem lhe lançaria o repto de abdicar, em favor destes infortunados, de parte dos muitos milhões que o seu partido vai desbaratando na campanha eleitoral, recomendar-lhe-ia, tão só, um pouco de atenção, uma palavra solidária para com as vítimas dos incêndios que têm grassado este ano de forma devastadora.
De automóvel, de burro, a pé, de ginga, ou no Falcon com que se desloca para poder chegar a tempo de "verter palavra" nos locais que, politicamente, lhe interessam, ainda assim, estaria a horas para um abraço solidário aos seus concidadãos de quem tanto clama o voto!
E que ninguém me diga que isto é populismo ou demagogia, porque, se em Política o que parece é, não me parece que esta sua ausência seja de quem, ao contrário do que apregoa, se preocupe com os portugueses.
Mais do que Falar, vale o Fazer. E, neste caso, Sócrates não fez, ou não fez tanto como lhe era devido.
Num país não há só festas e festins, inaugurações, comícios e romarias eleitorais, há também calamidade e sinistros a que o chefe máximo de um governo não pode ficar indiferente ou regatear a sua presença!

CUIDADO COM OS BURLÕES!


- Eles tinham tão bom aspecto, vinham tão bem vestidos e eram tão bem falantes!...
Mais palavra, menos palavra, é a desculpa envergonhada com que as vitimas dos mais diversos "contos do vigário" justificam terem caído na esparrela.
De há muitos anos, e com uma frequência inusitada, passem os avisos constantes e as acções de esclarecimento junto de potenciais incautos, há sempre alguém a deixar-se seduzir pelos burlões.
Seja na armadilha das notas a saírem de circulação; na ilusão da cautela premiada; na treta da inscrição na Segurança Social; na compra enganosa dum tijolo por telemóvel; pelo conhecimento de familiares e tantas outras tramóias, as vítimas lamentam sempre:
- Eles tinham tão bom aspecto, vinham tão bem vestidos e eram tão bem falantes!...
Não há volta a dar-lhes. Por mais avisos, alertas e conselhos, neste Povo, que nem é parvo, continuam muitos a serem levados pelas boas aparências e retórica bem treinada e melhor afinada.
E, se há um tipo de burlões que não têm data para o embuste, outros só aparecem ciclicamente, em períodos de imperiosa necessidade.
Não será, pois, a destempo um novo aviso, um redobrado alerta, aos mais incautos ou distraídos, sobretudo, até final do mês de Setembro, ainda quente e propício à coisa: ainda que tenham bom aspecto, envergando fatos Armani, como se acabassem de sair dum desfile de moda ou concurso de beldades e utilizem uma linguagem melosa e cativante, prometendo barras de ouro que nunca mais vos poderão dar, ou uma vida no paraíso no inferno que nos reservam, desconfiem. Não sejamos patinhos!
Para que, após a burla, irremediavelmente enganados, não voltemos a ouvir o velho chavão:
- Eles tinham tão bom aspecto, vinham tão bem vestidos e eram tão bem falantes!...

Um conselho amigo do Vouguinha

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O PAU DE SEBO


Ainda não localizei, na feira das vaidades políticas, as linhas que delimitam a Esquerda da Direita. Não posso, assim, vangloriar-me, porque se pensa ser "bonito", de ser de Esquerda, como não tenho os problemas com pruridos dos que se proclamam de Direita.
E não serão poucos os que, como eu, se debatem neste dilema.
Escolher, para votar, não é tarefa fácil, com esta Política e com os serventuários que lhe chamam sua nestes 35 anos de Democracia.
No espectro da auto proclamada Esquerda, de visão e marca socializante, enquanto uns apontam para as nacionalizações de má memória e pior desfecho, outros defendem a abolição das deduções no IRS, no que concerne às despesas familiares com Saúde e Educação.
Fazem-no numa perspectiva de que num Estado Paizinho, sustentado por elevados impostos, devem ser totalmente gratuitos estes e outros bens essenciais.
Ambos, numa análise sucinta, parecem querer perseguir uma República igualitária, sem ricos e sem empresários, em que o que o único "patrão" seria o Estado. Uma sociedade em que, valham-nos os exemplos da História, seríamos todos iguais na pobreza e na miséria, com excepção dos serventuários desta Grande Empresa.
No espectro da Direita, receio que tenhamos mais do mesmo. Sendo que o mesmo não será, de todo, recomendável, ao que temos assistido.
Comungando dos seus princípios doutrinários de defesa da livre iniciativa e o reconhecimento e valorização pelo mérito, tal prática tem sido gravemente adulterada pela falta de Justiça e de efectiva Regulação das regras pelo Estado e pelo excesso de compadrios, corrupções e arranjinhos partidários.
É que, para que esta doutrina vingue, sem jogo viciado, e resulte numa Sociedade justa, imprescindível será que as condições à partida sejam, realmente, iguais para todos.
Para ilustrar este princípio, socorro-me duma imagem simples, com recurso a um jogo popular nos anos idos, o "pau de sebo": para que os competidores subam ao seu topo, onde os espera o bacalhau, como prémio do seu esforço, torna-se exigível, para que a competição seja justa, que a quantidade e qualidade do sebo sejam as mesmas.
O que se tem visto, nestas governações de Direita, é que, por falta de regras objectivas, justiça e regulação estatal, há paus com mais sebo do que outros. É isso que desvirtua a doutrina, por mais plausíveis e humanistas que sejam os seus princípios.
E o que me resta, partindo da premissa de que está excluído do meu horizonte o voto neste Partido Socialista, por motivos óbvios e já por aqui bem expressos?
Continuar no dilema e no dia das urnas.....optar por um mal menor.

Vouguinha

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A hipocrisia na Política

Sem me rever quer nas últimas declarações da líder da Oposição quer nas, mais antigas, de Jaime Gama, a propósito de Alberto João Jardim e da sua forma de governar a Madeira, espanta-me - ou nem tanto -, é que Sócrates e o seu séquito partidário tenham vindo para as televisões classificar de patéticas, e outra adjectivação similar, os elogios de Manuela F. Leite àquele chefe de Governo Regional.
Jaime Gama, um dos mais destacados membros do partido no poder, superou, como se pode ver e ouvir no vídeo, todas as positivas apreciações de Manuela ao seu correligionário. Pois bem -ou mal -, não ouvi, ao tempo, uma só palavra de Sócrates a recriminar o actual Presidente da Assembleia da República. Nem dele, nem de qualquer um dos seus pares mais malhadores.
E, sem pretender, com isto, endeusar ou diabolizar Jardim, o que quero deixar em destaque é até que nível miserável chega a hipocrisia na Política....e nos seus mais directos serventuários!

sábado, 5 de setembro de 2009

Desnudando a bunda dos censores...

....eis o spot publicitário, ou promocional, do Jornal Nacional da TVI e que, alegadamente, terá irritado os camaradas administradores da Prisa (a dona da TVI):



Quanto ao resto (de muita relevância neste imbróglio), continuo a pensar que Sócrates não seria estulto ao ponto de, directamente e no imediato, ter "mandado" calar a Manuela Moura Guedes.
Mas porque "pela boca morre o peixe" e não fica bem a um Primeiro Ministro dum Estado Democrático lançar tanta raiva contra a Informação livre, por mais adversa que lhe seja, e fazê-lo com laivos de pressão, estará a colher os amargos frutos desse comportamento. Pôs-se a jeito....
Nada que eu não previsse...e alertasse, neste Vouguinha, há mais de dois meses, com alguma ênfase nas partes por mim sublinhadas:

Sábado, 27 de Junho de 2009
Trocas e baldrocas
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Há muito tempo que ouço serem apontadas tendências político-partidárias aos mais conhecidos diários, semanários e canais televisivos da maioria dos países democráticos. Na Europa e fora dela.
Não me espanta, pois, que Portugal não fuja à regra. Nem o fenómeno, em si, desde que não haja ingerência estatal, fragiliza a democracia.
Sabendo todos - os que fizerem uma análise isenta e equidistante -, que a estação pública e seus apêndices estão, de certo modo, governamentalizados, agora e sempre; a SIC é uma amálgama de tendências, mais ao sabor dos gostos dos seus jornalistas e comentadores residentes, do que seguindo uma linha traçada por quem a administra, não me espanta que a TVI, num processo de equilíbrio, por estratégia ou por evolução natural, seja o rosto que dá mais voz às oposições.
Espanto-me, sim, com o manifesto e público desagrado com que o partido do poder, pela voz do seu secretário-geral, uma vezes, e pelo chefe do governo, outras tantas, invective - com contornos de pressão -, a linha editorial do canal dirigido por José Eduardo Moniz, com especial azedume para o Jornal Nacional da responsabilidade de Manuela Moura Guedes.
Estou a lembra-me do comportamento das diversas estações televisivas no decorrer da campanha eleitoral para as eleições europeias e da forma como os repórteres destacados para o acompanhamento das acções dos diversos partidos. Enquanto a RTP, e a própria SIC, privilegiaram, de forma indesmentível, o partido da rosa, em tempo e na forma, por vezes descaradamente empolgante, não houve pudor que os inibisse de, relativamente, aos partidos da oposição, comentarem em tom jocoso e em termos depreciativos, ridicularizando, as suas acções de campanha.
Comportamento que, se não é condenável na SIC, já não posso deixar de reprovar na RTP que todos nós pagamos e tem a obrigação, ética e estatutária, de ser isenta, por respeito para com os eleitores e para consigo própria.
...............................................................................................................................

Bem Sócrates pode clamar inocência, não pode é alegar não ter interferido com anómalas reacções à Informação Livre, por mais adversa que ela seja aos seus desígnios políticos. Que lhe não é admissível enquanto chefe de governo. A defesa da Honra, quando for caso disso, é feita nos Tribunais, não em congressos e na Praça Pública!

Vouguinha

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Nuestros hermanos...

....e compañeros de José...

Vouguinha (enojado)

E para avivar memórias:

Sábado, 27 de Junho de 2009

Trocas e baldrocas

"Ninguém acredita num mentiroso, mesmo que diga a verdade"
Cícero




Há muito tempo que ouço serem apontadas tendências político-partidárias aos mais conhecidos diários, semanários e canais televisivos da maioria dos países democráticos. Na Europa e fora dela.
Não me espanta, pois, que Portugal não fuja à regra. Nem o fenómeno, em si, desde que não haja ingerência estatal, fragiliza a democracia.
Sabendo todos - os que fizerem uma análise isenta e equidistante -, que a estação pública e seus apêndices estão, de certo modo, governamentalizados, agora e sempre; a SIC é uma amálgama de tendências, mais ao sabor dos gostos dos seus jornalistas e comentadores residentes, do que seguindo uma linha traçada por quem a administra, não me espanta que a TVI, num processo de equilíbrio, por estratégia ou por evolução natural, seja o rosto que dá mais voz às oposições.
Espanto-me, sim, com o manifesto e público desagrado com que o partido do poder, pela voz do seu secretário-geral, uma vezes, e pelo chefe do governo, outras tantas, invective - com contornos de pressão -, a linha editorial do canal dirigido por José Eduardo Moniz, com especial azedume para o Jornal Nacional da responsabilidade de Manuela Moura Guedes.
Estou a lembra-me do comportamento das diversas estações televisivas no decorrer da campanha eleitoral para as eleições europeias e da forma como os repórteres destacados para o acompanhamento das acções dos diversos partidos. Enquanto a RTP, e a própria SIC, privilegiaram, de forma indesmentível, o partido da rosa, em tempo e na forma, por vezes descaradamente empolgante, não houve pudor que os inibisse de, relativamente, aos partidos da oposição, comentarem em tom jocoso e em termos depreciativos, ridicularizando, as suas acções de campanha.
Comportamento que, se não é condenável na SIC, já não posso deixar de reprovar na RTP que todos nós pagamos e tem a obrigação, ética e estatutária, de ser isenta, por respeito para com os eleitores e para consigo própria.
...............................................................................................................................
Convivo, enquanto cidadão que procura estar atento, com tristeza e preocupação com incompetência, o que me repugna é ser cidadão dum país onde a mentira está institucionalizada, como se nós, portugueses, fossemos um povo de mentirosos militantes!
E que os há....há!

"Na boca do mentiroso, até a verdade é suspeita"
Jacinto Benavente Y Martinez

El microondas



Não gostei!
E não foi qualquer febrão nacionalista que me provocou, mais do que a vergonha, nojo do que vi e ouvi. E que fede!.
Até compreendendo que o homem anda em campanha, desde há muito.
Ainda não passou muito tempo que Sócrates, a propósito de estar presente num congresso ou magno encontro do seu partido, não compareceu a uma reunião europeia em que marcaram presença os lideres da União e em que se debatiam estratégias importantes para o combate conjunto à Crise.
O partido foi, então, um valor mais alto que os interesses do País.
Agora, numa fase conturbada, em que se espera empenhamento e disponibilidade absoluta para tratar dos assuntos inadiáveis com que nos debatemos, quando se pede a todos os portugueses que arregacem as mangas, enquanto vão apertando o cinto, eis que o Primeiro Ministro de Portugal, num mano a mano, muleta a ti, muleta a mim, resolve andar por Espanha, discursando em Portunhol, numa faena do Zapatero. Lide que só acaba em Coimbra, numa arena reduzida, suando as estopinhas, com o capote do hermano.
Gotejando suor pelos poros em transe, mais parecendo um frango acabado de sair do micro-ondas, provavelmente, o mesmo micro-ondas onde poderá ter queimado, em definitivo, as ambições políticas que, mais do que os interesses do País, o parecem mover e ser o seu empenhamento primeiro, desde sempre.
Quando os interesses partidários estão acima das preocupações do todo nacional e, sobretudo, quando se procura em Espanha o apoio que vai faltando no país que governa, por mim dir-lhe-ia que Portugal é aqui, ainda se não exilou!
Muito menos, em Espanha!


Sábado, 10 de Novembro de 2007
De Espanha....
Eu sei, pelas décadas já vividas, e muitos anos atentos, que só o simples facto de ilustrar o texto com esta primeira imagem poderá provocar comichosa sarna politica nalguns leitores que por aqui passem o olhar curioso.
O simples evocar dum símbolo pátrio, despoleta essa, nem sempre sentida, raiva em mentes com esquerdistas complexos, em ex-fascistas convertidos, há trinta anos, em revolucionários sanhudos e em ressabiados apátridas.
Surpreendido fiquei ao não ouvir o eco dessas serôdias reacções quando os "Lobos" cantaram com garbo, e de garganta viva, o nosso Hino!
Não invento, ao afirmar que muitos dos intelectualóides que pululam por essa Esquerda rançosa não deixaram de os conotar com exacerbados nacionalistas ou perigosos atletas de Extrema Direita.
Qualquer incauto português que exalte os valores pátrios ou exorte os seus símbolos, sujeita-se a esse vulgar labéu!Aplicada que está a vacina contra esse surto epidémico, mas da moda, passo ao que ora interessa.


Já por aqui fui vertendo a opinião de que o nosso destino europeu é inevitável e não há mesmo como retroceder. Entrámos num barco sem retorno e nem o risco corremos de sermos atirados borda fora.
Estamos de corpo todo na grande sociedade europeia e cumpre-nos acompanhar e participar na marcha do grupo.
Isso implica, como é inexorável e de honra, que, enquanto membro, de plenos direitos e deveres, da União Europeia tenhamos que cumprir as normas decididas e aprovadas pelo conjunto das nações que a integram, nos planos político, económico e social.
Mas, também, sabemos que numa União de Estados, todos estamos subordinados ao "todo" e a nenhum Estado em especial, subalternizado por qualquer dos membros que a integram.
E é neste pormenor, ou nem tanto, que a nossa ancestral subserviência me parece vir aflorando, remetendo-nos ao velhinho trauma de menoridade.
Menoridade ou outros obscuros interesses grupais que, por decisões, ou indecisões, ao mais alto nível dos políticos, vão permitindo que os nossos vizinhos espanhóis se arroguem do, não menos antigo, tique de paternalistas.
E, os que têm estado atentos não deixarão de perceber que os interesses políticos, económicos e, até, territoriais de Espanha, se estão a sobrepor aos desígnios do nosso País.
São as grandes empresas espanholas, com os centros de decisão para lá da fronteira, a controlarem a nossa actividade produtiva, com domínio substancial na área da Indústria, na área do Comércio e, até, na área do fabrico e comércio de explosivos civis. O que, como é óbvio, só será possível com a conivência de grandes "vultos" da nossa Praça!

E, parece já estar em marcha, a fase de apropriação de território, quando nos é dado conhecer que instituições bancárias, de capitais públicos espanhóis, acenam aos "nuestros hermanos" com empréstimos de juros baixos, simbólicos, desde que o capital seja aplicado na compra de herdades no Alentejo ou terrenos da serra algarvia!

A pressão é ora mais avassaladora e não lhes estará a faltar o apoio e incentivo por parte dos nossos timoneiros. Como se o almejado controlo ainda não fosse total, o factor IVA vem-se encarregando do resto: as zonas raianas de Portugal, de há anos a esta parte, estão, economicamente, à mercê de Espanha. É lá que engordam a bolsa dos nossos vizinhos, na aquisição de produtos que, deliberadamente ou não, o nosso IVA encarece!

Diria que esta realidade até nem seria trágica se viesse a ser a saída da míngua a que o Povo Português vai sendo votado, mas sabemos que o não é nem será. Quanto muito, será um chorudo amealhar de capitais para meia dúzia de judas portugueses "espertalhões" que de tudo isto beneficiam com o bolo da traição.

Delirante a perspectiva a que acabei de tentar dar expressão? Será.....mas não mais que a aventada por um dos, no início do texto, aludidos intelectuais, o Nobel Saramago!

Alguma atenção e o futuro próximo se encarregarão de aclarar este meu ponto de vista. E, espero bem, ter lido mal os sinais!...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Mas o que é isto?!

Voltou a mordaça?!
Já estamos na Venezuela ou o Chavez já manda por aqui?
É que não encontro explicação válida para o facto duma administração televisiva suspender um programa informativo que era líder de audiências!
Há outros paus nesta engrenagem!!!
Que os telespectadores, gostem ou não do estilo de MMG, têm o direito de conhecer, enquanto cidadãos dum país que se diz democrático e amante da Liberdade!

Manuela Moura Guedes explica ao JN porque se demite da direcção da TVI

12h42m

Dina Margato
foto Isabel de Oliveira
Manuela Moura Guedes explica ao JN porque se demite da direcção da TVI
Manuela Moura Guedes voltaria amanhã com o Jornal Nacional

A direcção de Informação da TVI demitiu-se esta quinta-feira.

João Maia Abreu, Manuela Moura Guedes e Mário Moura, director e subdirectores de Informação, apresentaram demissão em bloco na sequência da suspensão, por parte da administração, do "Jornal Nacional" de sexta-feira.

Manuela Moura Guedes contou ao JN que a administração comunicou, esta manhã, a João Maia Abreu que "iriam acabar com o noticiário das sextas-feiras, que não haveria mais 'Jornal Nacional" das sextas. Mediante tal medida, os responsáveis resolveram apresentar a demissão dos cargos que exerciam, explica Manuela Moura Guedes.

Coloca-se então a possibilidade de Manuela Moura Guedes deixar a TVI? A subdirectora de Informação e pivô do noticiário das sextas-feiras esclarece que se trata, apenas, de uma demissão do cargo.

Além da Direcção de Informação, também a chefia de redacção apresentou a demissão RTP

A Direcção de Informação da TVI apresentou a demissão após ter tido conhecimento da decisão da administração da empresa em suspender o Jornal Nacional de sexta-feira apresentado por Manuela Moura Guedes. A Media Capital confirmou a demissão e informou que João Maia Abreu "aceitou manter-se interinamente em funções até ser nomeada uma nova Direcção de Informação".

Ainda sobre a demissão:

O comunicado da Media Capital à Comissão de Mercados e Valores Mobiliários (CMVM) não esclarece os motivos da demissão da Direcção de Informação da TVI adiantando apenas que "ao final desta manhã, o Senhor Administrador Delegado recebeu do jornalista Dr. João Maia Abreu o pedido de demissão do cargo de Director de Informação da TVI e, de seguida, pedidos de demissão dos jornalistas Engº Mário Moura e Drª Manuela Moura Guedes dos cargos de Director-Adjunto e Sub-Directora, respectivamente".

Em declarações ao jornal "Público", Manuela Moura Guedes confirmou que a demissão aconteceu devido à suspensão do Jornal Nacional que ia apresentar já esta sexta-feira, acrescentado que têm "pronta uma peça com notícias novas sobre o caso Freeport, com dados novos e, como sempre, documentados".

O diário adianta ainda que a decisão veio de Espanha, sede da Prisa, que é proprietária da TVI. A Prisa terá justificado a suspensão do Jornal Nacional, escreve o "Público", com razões económicas, em consequência de uma reestruturação em curso.

Além da Direcção de Informação, também a chefia de redacção, composta por António Prata e Maria João Figueiredo, apresentou a demissão.

Cancelamento do Jornal de sexta é um "escândalo", diz Moniz

O ex-director-geral da TVI afirmou em declarações à Agência Lusa que "o que acaba de acontecer é um escândalo a todos os títulos: do ponto de vista político, empresarial e da liberrdade de informação em Portugal".

José Eduardo Moniz, que deixou a TVI há poucas semanas, acrescentou que esta posição demonstra "uma enorme falta de verticalidade da parte dos accionistas". "Acabam de revelar que não têm estatuto nem dimensão para terem um órgão de comunicação social em Portugal", disse o agora vice-presidente da Ongoing.


quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Sócrates dixit!


" A verdade vem sempre ao de cima", foi uma, entre muitas, das frases "lindas" da beldade eleita, ontem, no Correio da Manhã, na entrevista concedida à RTP1.

É o que se diz, que a verdade é como o azeite.
Assim crendo, a ser fidedigna a notícia dos matutinos de que Portugal esconde 125.000 desempregados e que a Estatística oficial exclui da lista todos os que não procurem emprego 3 semanas antes do Inquérito, ei-la a submergir, ainda antes que tenha arrefecido a cadeira onde sentou as calças em estúdio.
Ficamos a saber que o desemprego em Portugal, ao contrário do que nos tem sido transmitido pelo Governo de Sócrates, e desgraçadamente, já ultrapassou os 10%!
É este azeite que vem mais depressa acima. É Virgem Extra, do Lagar de São Bento!


Cícero: "Ninguém acredita num mentiroso,mesmo que diga a verdade"....

terça-feira, 1 de setembro de 2009

A eleição das beldades...


















... do Sexy 20 Platina, nas páginas rosa do Correio da Manhã, deram uma vitória estrondosa, muito próxima da maioria absoluta, a José Sócrates.
Esta eleita beldade sexy foi mais votada que Passos Coelho, quedando-se Diogo Infante pelo terceiro lugar, com uns modestos 8,28 %.
Uma vitória expressiva que não deixará de despertar o interesse das revistas do coração rosa, dos entendidos comentários de Castros, Cinhas e Caneças, e, prováveis, convites da Playboy para fotografias de tanga.
Bem à imagem deste país de "faz de conta" que vive, há décadas, de tanga, abalado por crises e alimentado por mitos....e por estrelas insufláveis, que vão brilhando nesta selva de incompetências, mentiras e superficialidades.
Que se querem perpetuar neste Céu postiço!...