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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Pemba 2007 - Imagens da vida quotidiana

Estas imagens do quotidiano piscatório na Baía de Pemba, fizeram-me recuar aos primeiros anos da década de setenta.
Vivendo, por força da profissão, a mais de 100 Km desta cidade, em região interior, raramente me chegava peixe fresco. Sempre que me deslocava, por norma uma vez por mês, à capital do distrito, rumava à Maringanha e, depois dum banho naquelas águas quentes, aguardava a chegada dos pescadores, no seu regresso a terra em barcos pequenos, acabada a faina na baía.
Na maioria das vezes, a rainha garoupa era o objecto da compra, pelo preço estipulado pelos homens do mar e raramente regateado. Exemplar de considerável tamanho, supria a necessidade alimentar de toda a família até à deslocação seguinte.
Mas, mais do que os banhos de sol e de mar naquela praia, menos frequentada que a de Wimbi, ainda que igualmente paradisíaca, e da compra providencial do pescado, o que guardo como prazer maior da Maringanha são os pitorescos quadros vivos do regresso das dezenas de barquinhos e do alvoroço da azáfama que envolvia pescadores e familiares que os aguardavam na praia.
Saudoso quadro que, a crer nas imagens do Paolo Flores, se mantinha em 2007 naquela que é das maiores e mais belas baías do Mundo.


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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Nasceu mais uma estrela...




... para a Árvore de Natal!

BERLUSCONI, primeiro-ministro italiano acaba de ser eleito a Estrela Rock de 2009, pela Revista "Rolling Stone".
Já em Agosto deste ano, SÓCRATES, mereceu o galardão de maior Beldade do Sexy 20 Platina, do C.M.
Juntando estas duas estrelas a mais algumas que vão despontando no firmamento europeu, fica à vossa imaginação o nome para esta tão bem decorada e "recomendável" Árvore de Natal.

domingo, 22 de novembro de 2009

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Casa-te, CULPA!

A culpa do desemprego é da Crise Internacional de 2008! A culpa do deficit é da Crise Internacional de 2008! A culpa da instabilidade económico-social é da Crise......
Sabendo todos que o desmoronar do castelo financeiro ocorreu em 2008, e a quem, hoje, os governantes atribuem as culpas de toda a nossa marcha miserabilista, que nome tinha aquela madrasta contra quem já clamávamos em 2007? E que, "cruzes canhoto", retomará a sua nacional poltrona, logo que a Internacional de lá tire o rabiosque? Que nome?
Passei pelo Vouguinha original e recordo o que já se sentia cá bem por baixo, junto à terra, ainda aquela velhaca americana nos não tinha batido à porta:

terça-feira, 13 de Novembro de 2007



Quem estiver minimamente atento ao ciclo que vivemos, não saberá como contornar as inquietações que nos vão assolando, em catadupa.
Inquieto-me, por exemplo, por saber que num momento de reconhecidas dificuldades económicas e em que nos são exigidos sacrifícios extremos, o Ministério da Justiça, haja entendido por bem não enjeitar exageradas mordomias e reforçar a sua frota automóvel com autênticas "bombas", de custos só acessíveis, neste emagrecido Portugal, a umas dezenas de bafejados pela sorte ou a padrinhos das máfias, já globalizadas.
E mais me inquietou a justificação do ministro da tutela ao "desculpar-se" com o facto de ter o aval do seu confrade das Finanças. Ficámos, assim, a saber que seria este o único obstáculo à aquisição das "bombas"; não a nossa calamitosa situação económica e social! Mais ainda, que, uma vez a concordância deste ministério que não nos perdoa nos impostos,
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Casa-te, Culpa...... ou ficas para tia....

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O lado visível duma Face Oculta


Não vou entrar em apreciações jurídicas, para não engrossar o caudal de especialistas e comentadores que discutem os aspectos legais das escutas a Sócrates, por via dos seus telefonemas ao amigo Vara, o alvo inicial das investigações.
Nem posso, como todos os que estão - ou deviam estar - alheios ao conteúdo das conversas, pronunciar-me a propósito da gravidade dos diálogos gravados, tendo, porém, por princípio de que nenhum juiz de Aveiro ou de outra Comarca qualquer, delas extrairia certidões se as não considerasse indiciadoras de crime ou atentado ao Estado de Direito.
Acerca dos casos que giram na órbita do "Face Oculta", nada que surpreenda, tal a sequência de situações nebulosas a que nos vamos habituando e são motivo de preocupação, desde o mais alto magistrado da nação até ao cidadão mais desprendido. Com uma regularidade para além do que seria espectável.
O que não posso é deixar de me interrogar das razões, ocultas ou nem tanto, que trouxeram ao terreiro mediático deste caso polémico, os Ministros da Economia e da Defesa, em exercício.
Pasmei, depois do enjoo cívico que me provocou a intervenção de dois altos responsáveis do Governo que, deixemo-nos de eufemismos e de falsas tolerâncias, se apressaram a falar do que não conhecem - partindo do princípio legal de que não deveriam saber -, fazendo, cegamente, a defesa do seu "líder" executivo, assumindo as suas dores, vestindo-lhe, mais uma vez, a surrada capa de vítima, atacando outrem: os que, nas suas palavras, fizeram "espionagem política".Sabendo nós que as escutas telefónicas a Vara (e onde Sócrates se terá, ocasionalmente, atravessado), foram legais e decorrentes dum processo de investigação criminal enformado de fortes indícios, e que aquelas foram da responsabilidade de órgãos judiciais e da polícia criminal, é legítimo que entendamos aquela acusação como mais um ataque à Justiça.
A mesma Justiça que vem, de há muito, clamando do Governo de que estes senhores eram e são membros destacados, por mais e melhores meios. Legais, técnicos e humanos.
E fica-nos a dúvida se aqueles que, por via de infelizes declarações, podem pressionar e descredibilizar (ainda mais), os órgãos judiciais, podem e querem dotar a Justiça de todos os meios que lhe permitam cumprir a nobre missão que lhe é cometido enquanto investida de soberania e independência, num estado que se proclama de Direito!
Já, nestas páginas, fiz alusão ao facto de que quem se defende, a si ou aos seus, acusando outrem, usa as armas dos cobardes. Foi a sensação que tive ao ouvir aqueles desconchavos ministeriais.
Para além de que, na perspectiva de qualquer cidadão atento, é projéctil com ricochete, na medida em que, mais do que descredibilizar os alvos das acusações gratuitas, os magistrados judiciais, confere e fortalece, sim, muito mais, o descrédito dos próprios políticos e da Política que deviam servir.
Quanto ao mais, já conhecemos o filme, de tantas vezes visionado: tudo se vai arrastar, esfumando-se até ao esquecimento, enquanto a vitimização, servida por fartas doses de florida retórica, está na engorda e vai endeusando o gabarito dos intocáveis a quem o nosso fado masoquista vai conferindo poder.

Outono


Do album "Outono", da autoria de Inez Andrade Paes

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A Cobra


Admirável a dimensão desta cobra. Provavelmente, ainda assim, mais pequena que o Polvo que dizem passear-se, incólume, pelas turvas águas da nossa costa!



quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Ainda o aniversário da Queda do Muro

NO MESMO SACO!

Reflectindo, ainda, a propósito da Queda do Muro de há vinte anos, recuei aos últimos meses de 1974, ou início de 1975.
Numa vila beirã, a exemplo do que se ia passando por todo o país, realizava-se mais uma "sessão de esclarecimento".
Na sala do teatro local, apinhada de gente, um grupo apresentado como de "intelectuais de esquerda", se me não falha a memória, do "Conselho para a Paz e Cooperação", debitava impropérios contra o fascismo e dissertava a propósito dos seus horrores no Mundo, enquanto tecia loas ao "Sol da Terra", aquele paraíso terrestre da União Soviética e seus satélites de Leste.
A meu lado, sentava-se um conhecido comunista local (no pleno direito de o ser).
Depois de muita doutrina e retórica, ao longo de mais de duas horas, seguiram-se as interpelações à Mesa de tão insignes figuras, vindas do estrelato pensador da capital.
E não me contive. Levantei-me e indaguei dos "palradores" da natureza e justificação para a brutalidade, nos anos cinquenta, dos tanques na Hungria e em Praga.
Do que me fui lembrar! Aqui D. Stalin!... Os homens da "paz e cooperação" abanaram-se no pedestal da oratória; o camarada que se sentava a meu lado, levantou-se da cadeira, gesticulando, e soltou-se, num ou noutro sector da assistência, um clamor de desaprovação!...
Mantive-me de pé, aguardando a resposta, que veio em tropel: que eram invenções fascistas; que era a propaganda capitalista; que era o obscurantismo; que na Hungria e na Checoslováquia se vivia no melhor dos mundos, que o povo era feliz....
E a "fecunda" resposta acabou num convite interessante. A Mesa proporcionava-me, gratuitamente, uma visita à Hungria, para verificar in loco das condições exemplares em que os magiares viviam.
Não fui. Nem precisava. Acabava de perceber que, derrubado o "fascismo" em Portugal, era o "comunismo" que se pretendia impor. De ditadura para ditadura. Para que lhe não perdêssemos o hábito.
Quando me levantei, para abandonar o salão, o meu vizinho de cadeira, continuava de pé, cirandando de um lado para o outro, visivelmente incomodado por se ter sentado ao lado do que, por força da moda do PREC, seria, no mínimo, um perigoso reaccionário!
A História pode ser narrada de muitas formas. Mas os acontecimentos que a enformam, dificilmente se apagam. E os actos de totalitarismos dos dois extremos não nos deixam dúvidas.
Ambos cabem no mesmo saco. E usam as mesmas miseráveis armas!
Já o teria entendido, tantos anos depois, o meu casual vizinho de cadeira?



Comunismo 1

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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Os intocáveis do nosso Burgo





Não conhecendo do conteúdo das escutas às conversas telefónicas de Vara/Sócrates, não as posso considerar de somenos relevância, sabendo que nenhum Juiz de Instrução, no uso das suas faculdades mentais, delas retiraria certidões, visando investigação, caso estas não tivessem qualquer indício criminal ou matéria de interesse para a Justiça.
Em 2007, em pleno governo da Rosa, os socialistas criaram um regime especial para o Primeiro Ministro que só permite ser escutado se houver autorização do Supremo Tribunal de Justiça.










Pensava eu que vivia num Estado de Direito, onde a Lei obrigava a todos por igual!
Quase me ia esquecendo de que há alguns mais iguais do que outros.
Somos assim, em Portugal. Cada vez mais me convenço de que temos as leis e os políticos que merecemos!
E não merecemos melhor!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Os marafados de Portimão...

... deram música .
Divertidos, os funcionários do Departamento Técnico de Planeamento e Urbanismo da C. M. de Portimão.
Interessante a iniciativa! Estes divertimentos ainda não pagam imposto:

domingo, 8 de novembro de 2009

O Muro duma Europa envergonhada


Faz amanhã 20 anos que o muro começou a ser derrubado.
Os vinte anos da sua existência vergonhosa saldaram-se por 80 mortos, 112 feridos e milhares de detidos, de entre milhares de cidadãos apartados da pátria e da família e que o tentaram transpor. Tudo em nome dum comunismo internacionalista, dum socialismo científico utópico, que cometeu as maiores barbaridades do Mundo Moderno.
E se sempre condenámos a crueldade dos nazis e das ditaduras infames da apregoada Direita, não podemos passar uma esponja num passado miserável e desumano de que se revestiram, e revestem, os regimes comunistas.
Gritava aquela rapaziada do MRPP de 74/75, por mais irresponsáveis que fossem no seu ideário, "nem Fascismo nem Social-Fascismo!". De facto, os extremos unem-se, são, historicamente, iguais nos seus desígnios radicais e desumanos de onde sobressai a bestialidade da violência.
E, nesse contexto, bem podemos asseverar que o século XX europeu foi dominado por duas grandes bestas: o nazismo (fascismo) e o comunismo. Ambos ficam bem emoldurados num quadro que nos envergonha, enquanto cidadãos duma Europa que julgávamos galeria maior da cultura e civilização mundiais.
Vinte anos depois da queda do símbolo da opressão e da intolerância, falta-nos aperfeiçoar esta Democracia que a Europa vai perseguindo, ainda que aos tropeções, sabendo-se que este, apesar de imperfeito, ainda é o melhor dos regimes.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Fartar, vilanagem!...

Enquanto o PS, no Governo, estabelece como uma das suas prioridades o "casamento gay", os casos de alta corrupção sucedem-se, tendo como protagonistas altas figuras dum Estado onde tardam medidas legislativas, e vontades, para um eficaz combate a essa praga de "chicos-espertos".
Ou, como disse Saldanha Sanches à TVI "... a vontade política é que não haja investigação"; "...o mínimo que se pode dizer deste Governo é que nunca considerou como prioridade o combate à corrupção", acrescentando que "o Ministério Público não tem aptidão para investigar estas coisas...".
No mesmo sentido se pronunciou Medina Carreira, quando referiu que "... o que sei é que este é mais um caso que não vai conduzir a nada" ou "os órgãos de comunicação social estão a fazer um grande alarido disto, mas este caso não vai levar a nada. Já viu algum caso que acabasse com alguém preso?"







Ninguém poderá ser considerado culpado antes da condenação judicial. Respeito a presunção de inocência, mas, com esta sequência de casos em que, supostamente, gente que devia primar pela isenção e pelo exemplo, anda a "meter a mão na massa", já duvido que alguém consiga retalhar um polvo já velhinho e rugoso que que ficou a secar no Vouguinha inicial:

segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008
O Polvo!

Alguém, com notório estatuto na nossa Praça, veio dizer-nos que um Polvo gigante anda a agitar os tentáculos pela nossa costa.
Nada que qualquer pescador avisado se não haja já apercebido.
A questão, agora, é saber quem, com que coragem, de mãos limpas, ousará retalhar o Polvo e dar-lhe o arroz!
Antes que os seus tentáculos nos asfixiem e, em delírio, nos levem até à Itália de alguns anos passados....

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Provocações



O líder da CGTP, Carvalho da Silva, considerou que a nomeação de Valter Lemos para Secretário de Estado do Emprego e Formação Profissional, na tutela do Ministério do Trabalho e Solidariedade Social é uma autêntica provocação aos trabalhadores.
Se recordarmos que que este ex-Secretário de Estado da Educação, sob a batuta de Maria de Lurdes Rodrigues, foi um dos rostos de maior contestação dos professores - e seus sindicatos -, a quem, já em 2005, no início da propalada campanha de desacreditação dos docentes junto da opinião pública, acusava de "faltosos", sendo que ele próprio havia sido acusado de, em 1993, ter excedido o número de faltas enquanto vereador na Câmara de Penamacor, não podemos deixar de compreender da substância das declarações daquele sindicalista.
Mais relevante, na minha perspectiva, e neste caso, "provocação" com outros alvos, terá sido a nomeação do Presidente da Federação Distrital de Viseu do Partido Socialista, o deputado José Junqueiro, para a Secretaria de Estado da Administração Local.
Fazendo uma retrospectiva do seu comportamento político nos períodos que antecederam os actos eleitorais e no decorrer das respectivas campanhas, ocorre-nos o episódio de Agosto, que bem pode ter sido o despoletar do caso "vigilância a Belém", em que José Junqueiro acusava os assessores da Presidência da República de estarem a colaborar na feitura do programa eleitoral do maior partido da oposição, bem como denunciava Suzana Toscano, assessora do PR para a Educação e Juventude, de integrar a lista laranja para as Legislativas. Acusações gratuitas e infundadas, como se veio a comprovar.
Ainda assim, voltou à carga e sobressaiu num comício em Viseu, onde, para além de considerar "combinata" o caso de Belém, comparou um discurso de Salazar com o da líder do PSD, num tom que alguns analistas consideraram de arruaceiro ou trauliteiro.
O prémio do seu protagonismo chegou por via do perfume da rosa e eis o homem ao leme da Secretaria de Estado que pauta o seu trabalho por lidar com os autarcas deste país, que, por sinal, na maioria, nem navegam nas suas águas políticas.
Num Governo que, minoritário no Parlamento, a ser responsável, terá que pautar a sua postura pelo diálogo constante e bom relacionamento com a oposição, sociedadade civil, e os demais órgãos de soberania, nada de positivo auguram estes sinais. A menos que a estratégia seja afrontamento para a queda, seguido de vitimização em busca da maioria absoluta, a fórmula mágica para a governação de quem só brilha na arrogância e autoritarismo.
Digo eu...