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terça-feira, 20 de maio de 2014

PUBLICIDADE ENGANOSA?!



  Já estava admirado com tanta poupança. Habituado que estou em limpar resmas de panfletos, sempre que se aproxima um acto eleitoral, estranhava a limpeza da minha caixa de correio. Imaginei que esta gente dos partidos tivesse tomado juízo e consciência de que a austeridade obriga a todos.  Qual quê! O dia chegou e com ele um receptáculo, onde informo da proibição de publicidade - mais a pensar na enganosa -, a parir de desdobráveis, em papel tipo cartolina, com um punho ameaçador como selo e uma alusão, com o maior destaque, à MUDANÇA. 
Acreditem, entrecortadas por alguns impropérios à moda da Beira, soltaram-se-me gargalhadas com tal palavrão. Escrito por quem foi, só pode ser uma mensagem de humor, que me contagiou e que foi em crescendo, quando, depois de abrir o "manifesto", me confrontar com os "cândidos" rostos de gente como, Maria João Rodrigues, Ana Gomes, Zorrinho, Pedro Silva Pereira, José Junqueiro, Elisa Ferreira. Mudança? Só se for com um tal Granadas, que encerra a lista e, que me conste, nunca foi descavilhado pelo partido da rosa e do punho.
 Lá terei que apelar à coluna um pouco mais de resiliência, que me permita carregar com tantos pesos de chumbo escarrapachados numa resma de papéis com que, os mesmos de sempre, me tentam enrolar!  Nada surpreendente, aliás, para uma força política que, a mais de um ano das Eleições Legislativas, em plena campanha para as Europeias, que não são uma nem a mesma coisa, decide jogar com a crendice e explorar o natural descontentamento do Povo, acenando, desde já com miríades de promessas de Governo, que, mesmo qualquer leigo na matéria, sabe não passarem de rebuçados eleitoralistas. Que, convenhamos, a uma distância destas, onde tudo se altera pela Europa e por esse Mundo fora, de dia para dia, da "mudança" de Governo, tudo pode acontecer, em vários campos da vida de um País, mormente no vector económico, o que retira qualquer propósito sério e legítimo àquelas prematuras promessas de caça-voto!
 Quanto aos papeis, a que juntaria as promessas e a tralha lá estampada, terá mesmo por destino o caixote azul da reciclagem, na esperança de que só o papel seja dela objecto, que, quanto ao resto.....nem para o que estais a pensar serve!...